Política | 08-11-2026 07:00

Cartaxo aumenta para 36,4 milhões de euros encargos com resíduos até 2048

Cartaxo aumenta para 36,4 milhões de euros encargos com resíduos até 2048

Câmara do Cartaxo reviu em alta os compromissos financeiros com a gestão e tratamento de resíduos urbanos, que passaram de 28,7 para 36,4 milhões de euros até 2048. O aumento resulta sobretudo do agravamento das taxas de deposição em aterro e poderá não ficar por aqui.

A Câmara do Cartaxo aprovou por unanimidade o aumento dos compromissos financeiros com a gestão e tratamento de resíduos urbanos, que passam de 28,7 para 36,4 milhões de euros até 2048. A revisão representa um acréscimo de 7,7 milhões de euros e reflecte sobretudo o agravamento da Taxa de Gestão de Resíduos (TGR), aplicada à deposição em aterro. Na última reunião do executivo, o presidente da câmara, João Heitor, esclareceu que os 36,4 milhões de euros correspondem a uma previsão de encargos distribuídos até 2048 e não a uma despesa imediata. Ainda assim, admitiu que os custos anuais vão continuar a subir, passando dos actuais 1,2 milhões para cerca de 1,388 milhões de euros a partir de 2030.
O autarca não excluiu uma nova revisão em alta já no próximo ano, devido ao aumento dos custos de tratamento por tonelada e à crescente quantidade de resíduos recolhidos. Esclareceu também que o reforço financeiro não corresponde a novos serviços ou investimentos da Ecolezíria, empresa intermunicipal responsável pelo tratamento dos resíduos. João Heitor alertou que a TGR deverá atingir os 60 euros por tonelada em 2030, tornando cada vez mais urgente reduzir a quantidade de lixo enviada para aterro. Para isso, considera indispensável investir em infra-estruturas de tratamento, uma área que, segundo afirmou, sofreu um grande desinvestimento ao longo dos últimos anos.
O presidente da câmara classificou a falta de capacidade de tratamento de resíduos como um problema nacional de enorme gravidade, comparável à crise da habitação. Defendeu uma estratégia nacional forte, articulada com soluções regionais, alertando que serão os municípios e os cidadãos a suportar as consequências da ausência de respostas.

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