Saúde | 13-01-2026 11:37
Mais de metade das pessoas recorrem à automedicação e a maioria não diz ao médico
Mais de metade das pessoas recorrem à automedicação, segundo um estudo hoje divulgado, que mostra uma prática mais disseminada do que se pensa e também usada na saúde mental, sendo que a maioria não diz ao médico.
Os investigadores alertam para a necessidade de garantir que a automedicação seja parte da integração de cuidados e defendem que, para isso acontecer, as pessoas devem ter acesso a informação clara e acessível, para saber quando podem tratar um problema por si, e deve haver estruturas de proximidade que consigam avaliar a necessidade e orientar o utente e uma comunicação entre os prestadores.
Tudo para garantir que a decisão inicial da pessoa é conhecida e integrada no seu percurso de cuidados, “evitando tanto duplicações como lacunas”, escrevem.
O relatório faz parte da Cátedra em Economia da Saúde, enquadrada na Iniciativa para a Equidade Social, uma parceria entre a Fundação “la Caixa”, o BPI e a Nova SBE.
No documento, a que a Lusa teve acesso, os investigadores Pedro Pita Barros e Carolina Santos reconhecem que o sistema deve ter um apoio estruturado à automedicação, que quando usada da melhor forma pode aliviar os serviços de saúde de casos que não precisam de cuidados médicos específicos.
O trabalho, que resultou de inquéritos feitos em 2025 a mais de 1.600 pessoas em Portugal - de várias geografias, condição social e económica faixas etárias - mostra que mais de metade dos inquiridos (51,85%) disse já ter recorrido à automedicação em algum momento, indicando ”uma prática muito mais disseminada do que habitualmente se reconhece”.
O fenómeno é mais prevalente em grupos etários mais jovens (entre os 25 e 34 anos), com 66,26% destes a confessarem ter-se automedicado pelo menos uma vez. Por oposição, entre as pessoas com 85 ou mais anos, foram 39,62% os que afirmaram nunca ter recorrido à automedicação.
Mais Notícias
A carregar...


