Saúde | 28-01-2026 18:18

Azambuja aumenta comparticipação paga aos médicos do Bata Branca

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foto ilustrativa - foto Unsplash

Município aumentou comparticipação do valor/hora pago aos médicos e dobrou a verba atribuída à Cerci, instituição que gere o projecto.

O executivo da Câmara de Azambuja aprovou por unanimidade a proposta de Protocolo de Cooperação com a Cerci-Flor da Vida para a continuidade do projecto Bata Branca até 31 de Dezembro de 2026 que contempla um aumento na comparticipação aos médicos contratados e à instituição.
Segundo explicou a vereadora com o pelouro da Saúde, Ana Coelho, a autarquia vai subir de13 euros/hora para 15 euros/hora a comparticipação à remuneração dos médicos envolvidos. Também o valor que o município paga à Cerci, instituição responsável pelo projecto, passa de 250 euros para 500 euros, para fazer face às despesas administrativas.
Ana coelho referiu-se ao projecto como “um penso rápido” que vai ter de continuar a funcionar para garantir cuidados de saúde primários à população do concelho, uma vez que “apesar da constituição da USF-B [Unidade de Saúde Familiar modelo B] só contempla quatro médicos”. Há, no entanto, ressalvou, perspectivas de “até ao final do ano” a USF poder vir a integrar mais médicos.
“Sabemos que ainda não são em número suficiente para responder às necessidades da população”, sublinhou a Ana Coelho em resposta ao vereador do PSD, Luís Benavente que se referiu ao Bata Branca como uma “aspirina” que presta “um bom serviço”, mas que deverá terminar com a entrada em funcionamento da USF modelo B. O social-democrata elogiou ainda o aumento do apoio atribuído à Cerci para “minorar as despesas” administrativas que a instituição tem com a gestão do projecto.
Pelo Chega, a vereadora Ana Sofia Pires notou que apesar de ter havido um aumento no valor da remuneração/hora aos médicos a verba anual vai continuar a ser a mesma, o que demonstra que o número de horas dos prestadores vai diminuir este ano, comparativamente ao ano anterior. Destacou ainda o “trabalho bem feito” que o município tem feito para garantir que a população tem acesso a consultas.
No ano de 2025, foi contabilizado um total de 7 797 consultas médicas realizadas através do projecto Bata Branca neste concelho. No balanço constam também 771 referenciações hospitalares e 546 certificados emitidos. Ainda em referência ao ano passado, a comparticipação atribuída pela Câmara de Azambuja totalizou um investimento de 46.696 euros.
O novo protocolo vai ser assinado pela Unidade Local de Saúde do Estuário do Tejo ao invés de ser com a Administração Central do Sistema de Saúde. Tal como já tinha referido a O MIRANTE o presidente da direcção da Cerci, José Manuel Franco, o projecto recomeçou com uma enfermeira e nove médicos, menos 11 que em 2025.
O projecto Bata Branca, recorde-se, foi implementado em 2023 com o propósito de colmatar a falta de médicos de família, tendo sido sempre apontado como sendo uma solução transitória. O concelho vai passar a ter uma Unidade de Saúde Familiar (USF), modelo B, que vai dar resposta, numa primeira fase, a sete mil dos 18 mil utentes inscritos.

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