Reunião com ministra por causa de Hospital VFX foi "mão cheia de nada"
Autarcas dos cinco concelhos criticaram não ter sabido do encerramento da urgência obstétrica de VFX antecipadamente mas sim pela comunicação social, nomeadamente através de O MIRANTE. Promessas da governante não sossegaram os autarcas que prometem continuar a luta.
Na segunda-feira de manhã, 16 de Março, os autarcas dos municípios abrangidos pelo Hospital Vila Franca de Xira foram recebidos pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e saíram insatisfeitos com a reunião. Apesar de ter sido garantido que o encerramento é provisório e que a medida será reavaliada dentro de seis meses caso VFX venha a conseguir contratar os profissionais necessários para assegurar o serviço, os autarcas fizeram chegar à governante as suas queixas perante o fecho das urgências obstétricas. “A preocupação que temos é constante. Com a situação suplementar de apenas o concelho de VFX fazer parte da AML, todos os outros estão muito distantes do hospital de Loures. Esperamos que esta solução não venha a meter em causa o funcionamento da maternidade do hospital”, criticou Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira.
O autarca diz que foi positivo a governante ter ouvido os autarcas, o que ainda não tinha acontecido, mas admitiu que os autarcas saíram desagradados com o que ouviram e por terem sabido do encerramento pela comunicação social, incluindo O MIRANTE.
“Não será nem amanhã nem daqui a seis meses que o Serviço Nacional de Saúde vai conseguir atrair todos os obstetras necessários para reabrir estas urgências. Com as dificuldades que tem, a ministra não nos apresentou nenhuma solução para inverter esta situação nos próximos tempos e, portanto, a nossa preocupação mantém-se”, avisou Fernando Paulo Ferreira. O autarca lamentou que o Governo aposte “na rapidez dos bombeiros e do INEM” para fazer chegar as grávidas à urgência de Loures a tempo, mas considerou que isso revela “uma grande desprotecção das grávidas que mais precisam”, numa altura em que, disse, “têm nascido crianças nas ambulâncias e quanto mais longe estiver a urgência obstétrica, mais esses casos se vão repetir”, criticou.
O autarca de VFX garante que os cinco concelhos vão continuar a contestar o encerramento e esperam que a petição em curso possa reunir as assinaturas necessárias para levar o assunto a discussão no Parlamento.


