Saúde | 17-06-2026 07:00

ULS Lezíria avança com mastectomia sem cicatriz visível na mama

ULS Lezíria avança com mastectomia sem cicatriz visível na mama

Técnica endoscópica já está disponível em Santarém e permite tratar ou prevenir o cancro da mama com segurança oncológica, reconstrução imediata e menor impacto na imagem corporal das mulheres.

A Unidade Local de Saúde da Lezíria introduziu uma técnica inovadora na área da cirurgia mamária que permite remover tecido mamário sem deixar cicatriz visível na mama. A mastectomia endoscópica começou a ser disponibilizada em Março pela Unidade de Patologia Mamária da ULS Lezíria, em Santarém, e representa um avanço importante no tratamento e prevenção do cancro da mama. O procedimento é realizado através de uma pequena incisão, com cerca de três centímetros, localizada discretamente na axila. A partir daí, os cirurgiões recorrem a uma câmara e a instrumentos endoscópicos de elevada precisão para remover o tecido mamário, preservando a aparência exterior da mama e reduzindo o impacto físico e emocional que muitas vezes acompanha uma mastectomia.
A intervenção permite ainda realizar, no mesmo tempo cirúrgico, a reconstrução mamária imediata com colocação de prótese, evitando novas cirurgias e contribuindo para uma recuperação mais rápida. A técnica é aplicada em doentes selecionadas, de acordo com critérios clínicos rigorosos, nomeadamente nos casos de cancro da mama em que existe indicação para mastectomia. Para Madalena Nogueira, coordenadora da Unidade de Patologia Mamária da ULS Lezíria, a nova abordagem “representa uma evolução importante na cirurgia mamária”, por permitir tratar o cancro da mama “com a mesma segurança das abordagens convencionais”, acrescentando uma dimensão essencial para muitas mulheres: “a preservação da imagem corporal e da autoestima”. Também Sofia Estevinho, cirurgiã da mama da unidade, sublinha que a introdução desta técnica traduz a aposta da ULS Lezíria na inovação e numa medicina mais centrada na pessoa. “Hoje, a excelência clínica passa também pela capacidade de oferecer soluções que conciliem os melhores resultados terapêuticos com uma melhor qualidade de vida para as doentes”, afirma.
A unidade prevê continuar esse caminho nos próximos meses com a introdução da cirurgia mamária robótica, que deverá aumentar a precisão dos procedimentos e alargar as opções disponíveis no tratamento do cancro da mama.

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