ULS Médio Tejo atinge a meia centena de cirurgias robóticas no Hospital de Tomar
Em sete meses, a cirurgia assistida por robô afirmou-se como prática corrente Hospital de Tomar, permitindo realizar cirurgias mais precisas e menos invasivas.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo atingiu um novo marco na cirurgia robótica, com a realização, no Hospital de Tomar, da 50ª intervenção num utente com doença oncológica. A chegada à meia centena de cirurgias robóticas reflecte a consolidação de uma tecnologia que, em cerca de sete meses, passou das primeiras intervenções para uma presença crescente na actividade cirúrgica da instituição, conquistando a confiança dos utentes e permitindo realizar cirurgias mais precisas e minimamente invasivas, com recuperações mais rápidas.
A cirurgia robótica arrancou de forma faseada na ULS Médio Tejo. Num primeiro momento envolveu as equipas e distintos procedimentos de Cirurgia Geral, tendo sido posteriormente alargado à especialidade de Urologia. A implementação da cirurgia robótica foi acompanhada por um processo contínuo de formação e capacitação das equipas médicas e de enfermagem, que cumprem um exigente programa de treino e credenciação internacional, incluindo formação especializada na Bélgica. Desde então, a capacitação tem prosseguido, permitindo reforçar a experiência das equipas e alargar progressivamente o número de profissionais habilitados a trabalhar com esta tecnologia.
“Atingir a fasquia das 50 cirurgias é naturalmente motivo de grande satisfação para toda a equipa, mas aquilo que verdadeiramente importa são os 50 doentes que pudemos tratar recorrendo a esta tecnologia. Cada intervenção representa uma pessoa, uma história clínica e uma equipa inteira mobilizada para lhe proporcionar o melhor tratamento possível”, destaca, citado em nota de imprensa, Firmo Mineiro, médico cirurgião, responsável pelo Departamento Cirúrgico da ULS Médio Tejo.
A cirurgia assistida por robô constitui uma evolução das técnicas cirúrgicas minimamente invasivas. O cirurgião mantém, em todos os momentos, o controlo integral da intervenção, operando a partir de uma consola. O sistema reproduz os seus movimentos com elevada precisão e proporciona uma visão tridimensional ampliada do campo operatório, facilitando a execução de gestos cirúrgicos complexos e a preservação de estruturas anatómicas.
Estas características assumem especial relevância em cirurgia oncológica, em que a precisão é determinante. Para os doentes, a abordagem minimamente invasiva pode ainda traduzir-se, consoante o procedimento e a situação clínica, em menor perda de sangue, menor tempo de internamento e recuperação mais rápida comparativamente à cirurgia aberta.
“As 50 cirurgias representam muito mais do que um marco numérico. Significam que um investimento em tecnologia diferenciada se transformou em conhecimento, experiência das nossas equipas e capacidade efetiva para disponibilizar cuidados mais diferenciados aos nossos utentes”, afirma Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo.
O responsável sublinha ainda que a instituição está já a criar condições para aumentar a actividade. “As obras que iniciámos em Agosto no Bloco Operatório do Hospital de Torres Novas vão permitir transferir para esta unidade uma parte da actividade cirúrgica actualmente realizada em Tomar. Com esta reorganização, queremos libertar e aumentar os tempos de bloco disponíveis no Hospital de Tomar para a cirurgia assistida por robô, potenciando a utilização deste investimento e permitindo que mais doentes possam beneficiar desta tecnologia”.


