Saúde | 15-09-2026 07:00

Novos tratamentos dão esperança a doentes com linfoma

Novos tratamentos dão esperança a doentes com linfoma
Foto: CUF

O diagnóstico de linfoma deixou de ser, em muitos casos, uma sentença de morte. No âmbito do Dia Mundial do Linfoma, que se assinala hoje, 15 de Setembro, O MIRANTE esteve à conversa com a hematologista Mariana Leal Fernandes sobre os avanços no diagnóstico e tratamento de uma doença que hoje dispõe de terapêuticas capazes de curar alguns casos e controlar outros durante anos.

Receber um diagnóstico de linfoma já não significa receber uma sentença de morte. A evolução dos métodos de diagnóstico e, sobretudo, dos tratamentos permite actualmente curar alguns tipos de linfoma e controlar durante largos períodos outros que podem voltar a surgir. A mensagem é deixada por Mariana Leal Fernandes, assistente hospitalar de hematologia na CUF Santarém e no Hospital de Santo André, em Leiria, a propósito do Dia Mundial do Linfoma.
“De facto, não é” uma sentença de morte, afirma a médica, explicando que existem linfomas «potencialmente curáveis» e outros, designados indolentes, que não são considerados curáveis, mas que podem ser controlados com as armas terapêuticas actualmente disponíveis.
A hematologista salienta que cada doente e cada doença são diferentes, mas considera que existe hoje uma perspectiva de esperança muito maior. A área dos linfomas é, segundo a especialista, uma das que mais tem beneficiado da inovação na hematologia, com novos tratamentos e ensaios clínicos em curso em várias partes do mundo.
Os linfomas são cancros do sangue que têm origem nos linfócitos, células que fazem parte do sistema imunitário. Existem dezenas de tipos de linfoma, com características distintas, e estas células podem formar massas tumorais, sobretudo nos gânglios linfáticos e na medula óssea.
Por isso, um dos sinais mais conhecidos é o aparecimento de gânglios aumentados, nomeadamente no pescoço, axilas ou virilhas. Mas os sintomas podem ser muito variados, uma vez que as células malignas podem alojar-se em diferentes órgãos.

Notícia para ler na íntegra numa edição impressa de O MIRANTE

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