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A empresa registou uma média de um acidente de três em três dias

Renova regista 119 acidentes de trabalho em 2002

Com um processo de certificação de segurança em curso
Edição de 20.08.2003 | Sociedade
Durante o ano de 2002, verificaram-se 119 acidentes de trabalho na Renova – Fábrica de Papel do Almonda, situada no concelho de Torres Novas. Destes, 102 motivaram baixas correspondentes a 3.536 dias e 22 tiveram como consequência mais de 30 dias de baixa. Registaram-se ainda cinco casos que resultaram em incapacidade parcial para o trabalho.Os dados foram divulgados pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa, com base no balanço social apresentado pela própria empresa, conforme declarou a O MIRANTE, Andrade Tavares, da administração da Renova.Parco em palavras, o administrador não quis comentar o elevado número de acidentes, considerando apenas que a empresa tem em curso um processo de certificação de segurança e que tem desenvolvidos todos os esforços “para reduzir” o número de acidentes de trabalho. Não muito esclarecedora foi também a resposta à questão colocada sobre se este era um número usual na fábrica ou se 2002 tinha sido um ano anormal: “Tem havido oscilações, mas creio que o número de acidentes tem vindo a decrescer de há uns anos a esta parte”, afirmou.Outra das informações que constam do apuramento do balanço social da Renova feita pelo sindicato, diz respeito à comissão de higiene e segurança no trabalho. Diz-se no comunicado que a referida comissão “não reuniu nenhuma vez, nem fez qualquer visita aos locais de trabalho”.Andrade Tavares recusou-se a responder a esta situação, dizendo que “os assuntos internos da empresa não devem ser discutidos na comunicação social. Nem sei se há o dever de a convocar”, acrescentou.A Renova funciona num sistema de laboração contínua, o que dividindo os dias do ano pelo número de acidentes registados dá uma média aproximada de um acidente por cada três dias.No ano em referência foram feitas 43.130 horas extraordinárias, das quais 15.436 foram realizadas em dias de descanso e feriados. Segundo as contas do sindicato, este volume de trabalho extraordinário equivale à laboração de 20 funcionários.Do balanço social, o sindicato divulga também o número de trabalhadores: 774, estando 110 (14,7%) no regime de contrato a prazo. Do total de funcionários 179 são mulheres. A média de idades é de 41 anos e 452 trabalhadores têm mais de 15 anos de casa.A nível da formação, durante o ano transacto a Renova realizou 65 acções de formação profissional, abrangendo um total de 603 pessoas.A Renova – Fábrica de Papel do Almonda, situada na freguesia da Zibreira é a primeira empresa do concelho de Torres Novas, tendo em conta o volume de negócio, e a terceira a nível distrital. Em 2002, atingiu cerca de 94 milhões de euros.Volume de negócios nos serviços em quedaO volume de negócios nos serviços caiu 3,2 por cento em Junho, face ao mesmo período do ano passado, uma queda homóloga menos acentuada que a verificada no mês anterior, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).Essa entidade salientou que esta evolução surge em linha com “a recuperação que se vem sentindo no índice geral, depois do mínimo atingido em Março”.Segundo o INE, esta evolução do índice geral desde Abril “deve- se aos melhores resultados apurados na divisão comércio por grosso e agentes do comércio, excepto de veículos automóveis e de motociclos”.Em Junho, o maior dinamismo em termos homólogos pertenceu à divisão dos transportes aéreos (mais 16,9 por cento). A descida homóloga mais acentuada coube à divisão do comércio, manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos, e comércio a retalho de combustíveis para veículos (menos 18,6 por cento).Face ao mês anterior, o volume de negócios nos serviços caiu 3,2 por cento, com a variação mensal mais negativa a registar-se no comércio a retalho de combustíveis para automóveis (menos 7,1 por cento).Lusa
A empresa registou uma média de um acidente de três em três dias

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