
Alpiarça abdica do direito de preferência para facilitar instalação de empresa
Para facilitar a instalação de uma empresa de materiais de construção na zona industrial de Alpiarça, a câmara municipal vai abdicar do direito de preferência na transmissão dos terrenos vendidos pela autarquia bem como das construções e benfeitorias. A proaposta do município foi aprovada na última assembleia municipal com os votos favoráveis do PS (8) e do PSD (2). Dois eleitos da CDU votaram contra e três abstiveram-se. A posição destes eleitos teve a ver com o facto de com esta situação a autarquia deixar de controlar a quem é que as empresas são vendidas. E ainda por terem dúvidas se desta forma o regulamento da zona industrial é ou não violado. Ressalvam no entanto que não estão contra a instalação de empresas no concelho.Apesar de abdicar do direito de preferência em eventual transacção futura, a câmara fica autorizada a aditar no acordo feito com a empresa em Janeiro de 2004 esta cláusula, que prevê uma compensação para o município no caso da empresa Texsa ser vendida. E que é de 25 por cento sobre o valor da venda do lote se o mesmo tiver sido adquirido há menos de um ano, 50% se adquirido entre um e quatro anos e 100% se essa transmissão se verificar há 4 ou mais anos. O presidente da câmara, Joaquim Rosa do Céu (PS), justificou que se trata de agilizar o exercício do direito de preferência estabelecendo-se logo compensações imediatas. Uma vez que o município não tem capacidades para adquirir empresas de milhões de euros. O autarca referiu ainda que a fábrica pretende deslocar-se de Barcelona (Espanha) para Alpiarça e que vais investir 25 milhões de euros na vila, criando 54 postos de trabalho.

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