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Festival Celestino Graça levou folclore de outras paragens a São Domingos

Festival Celestino Graça levou folclore de outras paragens a São Domingos

Santarém encheu-se de cores e músicas de outros países durante vários dias
Edição de 12.09.2007 | Cultura e Lazer
Os homens trazem um chapéu alto cinzento com um cordel a cruzar o queixo. Lenços vermelhos, na cabeça e pescoço e jaqueta bordeaux. Calções até ao joelho com tiras brancas até aos pés. Botas castanhas com objectos de metal que produzem som a cada movimento. Elas usam vestidos compridos, cor bege, mangas em balão e rendas nos pulsos e golas. Camisa branca e ao peito uma pedra. Foi desta forma que o grupo brasileiro Departamento de Cultura Gaúcha (DCG) da Província de Quero Quero, estado de Rio Grande do Sul, o estado mais a sul do Brasil, surpreendeu as centenas de espectadores que assistiram à ante-estreia do 48º Festival Internacional de Folclore Celestino Graça, na quinta-feira, 6 de Setembro, na Praceta Cónego Formigão, em Santarém. Os trajes típicos do século XVIII são muito diferentes daqueles que o mundo se habitou a associar ao povo brasileiro.“De certeza que este é o grupo brasileiro? Com esta roupa?”, questiona uma jovem espectadora com ar admirado enquanto observa o grupo a subir ao palco. Uma situação a que o conjunto brasileiro já se acostumou. “Quando ouvem falar em actuação de grupos oriundos do Brasil as pessoas associam a mulatas com as pernas e o ‘bumbum’ à mostra. Mas o nosso país é muito grande e existe uma grande diferença de culturas entre o Norte, o Centro e o Sul brasileiro. Até no tom de pele e raça somos diferentes. No Sul existem muitas pessoas com traços europeus devido à colonização”, explica Régis Gomes, membro fundador do grupo existente desde 1984.A verdade é que o DCG da Província Quero Quero já actuou em Portugal diversas vezes. A primeira das quais num Festival na Portelas das Padeiras, em Santarém, a convite do grupo de folclore local de quem são amigos desde que se conheceram num espectáculo nos Açores. “Não actuamos mais vezes na Europa porque não temos apoios financeiros de ninguém. Temos que pagar a viagem e a estadia. É tudo muito caro por isso realizamos mais espectáculos na América Latina”, conta.Além do grupo brasileiro actuaram na ante-estreia do Festival Internacional de Folclore os grupos de danças tradicionais da Suécia, Polónia e Roménia. A presença de um grupo oriundo da Índia estava confirmada, mas foi cancelada devido a problemas com vistos e estadas.Ludgero Marques, organizador do festival Celestino Graça, mostrou-se muito satisfeito com a qualidade dos grupos convidados para a edição deste ano do evento. “São grupos de um nível técnico e artístico muito elevado o que valorizou a iniciativa”, disse. No fim-de-semana os espectáculos decorreram no CNEMA com a presença do Grupo Infantil e Académico de Danças Ribatejanas, Rancho Folclórico de Alcanhões, Rancho Folclórico da Casa do Povo de Salvaterra de Magos, Grupo Folclórico Ceifeiros do Corujeiro, de Coimbra, o Grupo Amigos de Montenegro, de Faro, e o Grupo Folclórico “Los Jateros”, de Espanha.
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