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José Marques gere os Estúdios Babyfoto no Entroncamento

José Marques gere os Estúdios Babyfoto no Entroncamento

Apaixonou-se pela fotografia depois de ganhar uma máquina
Edição de 12.09.2007 | Economia
José Marques não imaginava que a máquina fotográfica que ganhou, aos 15 anos, numa rifa comprada numa festa lhe iria traçar o destino profissional. Com a máquina descobriu a fotografia e a paixão pelas imagens captadas no momento. Apesar de ter que poupar, uma vez que na altura a revelação de um rolo era muito cara, José Marques, natural de Azinhaga, concelho de Golegã, levava a sua máquina nova para todo o lado e disparava sempre que tinha oportunidade.O que começou por ser um passatempo tornou-se em profissão assim que José Marques concluiu o serviço militar e teve que procurar um emprego. Sabendo da sua paixão pela fotografia foi-lhe proposto, por um amigo, que aproveitasse o trespasse de um estúdio fotográfico. José Marques arriscou e iniciou a sua actividade enquanto fotógrafo profissional já lá vão 22 anos.O fotógrafo remodelou o seu espaço comercial, no Entroncamento, há cerca de seis anos, altura em que decidiu alterar também o nome do estabelecimento. Os “Estúdios Babyfoto”, que vão abrir mais uma loja, em Alcanena, (situada na antiga “Foto Luz e Arte”) prestam todo o tipo de serviços fotográficos com equipamento topo de gama.Recuperação de fotos antigas em mau estado, revelação, fotografias artísticas, reportagem fotográfica e vídeo de casamentos, baptizados e festas são alguns dos serviços da Babyfoto, que também comercializa t-shirts e pratos estampados com fotografias e molduras.Para José Marques a máquina fotográfica digital veio transformar completamente o mercado fotográfico. “O aparecimento do digital e, sobretudo, o avanço tecnológico dos computadores revolucionaram o mundo da fotografia. Banalizaram-no. Hoje qualquer pessoa que tenha alguns conhecimentos de photoshop pode trabalhar uma foto e apresentar um trabalho muito bom”, explica.O fotógrafo acrescenta ainda que se os profissionais do ramo querem continuar a trabalhar é fundamental que estejam atentos às últimas novidades e acompanhem as evoluções tecnológicas. “Muitos profissionais estão a encerrar a sua actividade porque não conseguiram adaptar-se às novas tecnologias. Temos que estar em constante formação de modo a não perdermos o comboio”, afirmou a O MIRANTE.Com o aparecimento das máquinas digitais notou-se uma quebra na revelação de fotografias. Existe uma tendência para descarregar as imagens no computador e ali ficarem esquecidas. Há no entanto quem ainda faça questão de as ter em papel. “As mães, mas sobretudo as avós, querem sempre fotografias dos filhos e netos para colocarem nas molduras. São de outros tempos e gostam de decorar a casa com fotografias da família”, diz.
José Marques gere os Estúdios Babyfoto no Entroncamento

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