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Fiéis correm risco na igreja de Manique do Intendente

Edição de 12.09.2007 | O Mirante dos Leitores
Em minha opinião assistimos aqui por certo àquilo que chamamos por um " jogo do empurra" passe a redundância, senão vejamos; os técnicos da DGEMN depois de inspeccionarem o edifício [nota da redacção: palácio contíguo à igreja que ameaça ruína] concluem que "o estado geral em que se encontra a fachada leva a concluir que a situação se possa vir a repetir com frequência" propondo à Câmara Municipal de Azambuja conjuntamente com a Igreja e Junta de Freguesia de Manique seja elaborado um plano para a ocupação dos espaços por forma a que se venha a desenvolver um projecto com vista à recuperação do imóvel. A Câmara por seu lado, declara que não tem qualquer jurisdição sobre a Igreja, entidade que realiza os serviços religiosos no edifício e onde se congregam os fiéis, referindo no entanto que aquando da queda da 1ª pedra prontamente limitou a zona de perigo recorrendo para o efeito do Serviço Municipal da Protecção Civil, o que me parece que foi perfeitamente ajustado face aos acontecimentos, pois enquanto não fosse investigado em pormenor as causas e a estabilidade do edifício, limitou a zona de modo a salvaguardar a segurança da população. Agora que existem as conclusões, independentemente de quem tem responsabilidade na jurisdição do edifício, não seria de bom tom a Câmara Municipal de Azambuja seguir a orientação dos técnicos e desde já delimitar e interditar a área que apresenta um perigo eminente e que foi referenciada pelos técnicos até que quem tenha responsabilidade na jurisdição se decida o que fazer quanto à realização dos serviços religiosos, ou estaremos à espera que aconteça algo trágico para depois se agir? Afinal, e independente de tudo o resto, em última instância não é da responsabilidade da Câmara Municipal de Azambuja através do SMPC que compete assegurar e acautelar a segurança da população?Ou será que os técnicos da DGEMN não são reconhecidos pela C.M. Azambuja não dando por esta razão seguimento às recomendações destes? Espero que não e ao mesmo tempo que também não se aplique aquela velha máxima " depois de casa roubada trancas na porta"Porque independentemente de todas as indiferenças que possam existir entre as Instituições devemos ter em consideração que o Valor que atribuímos à Vida Humana é proporcional ao que sabemos e dispomos para a Salvar. Neste caso tudo isto existe, falta apenas pôr em prática.Manuel A. Marques

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