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O mandato de Rui Barreiro foi de “uma grande mediocridade”

Na década de 90 aparece na política local. É eleito como vereador para a Câmara de Santarém, mas não cumpre o mandato. Não achou o desafio aliciante?Na altura estava a colaborar na Feira do Ribatejo. O PSD veio convidar-me para liderar um projecto alternativo, mas disse logo que não queria ser cabeça de lista mas que dava o meu apoio e que não me importava de ficar num lugar de menor importância. O PS ganhou as eleições com José Miguel Noras (PS) no primeiro mandato. Tomei posse e pedi a demissão logo a seguir porque a minha preocupação era a feira. Em 2001 surge como candidato do PSD porque já havia outras condições?Houve um grupo de pessoas de Santarém que me desafiou a liderar uma candidatura independente. Disse que só me candidatava se houvesse sintonia entre o PSD e CDS e o movimento independente para evitar uma grande dispersão de votos. Nessa altura já Rui Barreiro tinha anunciado que era o candidato do PS. O CDS acabou por não querer coligar-se e tive que avançar só com o apoio do PSD. Como é que classifica a gestão camarária no mandato de Rui Barreiro?Foi a continuidade de um cinzentismo sem ideias que pudessem mudar alguma coisa em Santarém. Foi um mandato de uma grande mediocridade dos protagonistas, sem criatividade e sem capacidade de influência. O concelho beneficia agora muito com Moita Flores porque ele está presente, tem influência e além disso é uma pessoa animada e animou a cidade. O seu mandato como vereador da oposição foi um pouco apagado.A capacidade de intervenção de um vereador da oposição é muito limitada e decorrente da lei eleitoral. Não temos qualquer instrumento para apresentar alternativas. Mas recordo que houve uma oposição que tomou posturas que até então nunca tinham sido tomadas. Nunca tinha acontecido os vereadores estarem contra o plano e orçamento municipal. Em quatro anos foi essa a grande afirmação da oposição?Fizemos uma denúncia permanente do rumo que estava a ser seguido pela maioria socialista. Mas se for ler as actas as coisas estão muito sintetizadas e as situações não passam para a opinião pública. Sentia-se frustrado?Sentia-me e continuo a sentir-me. Santarém durante estes anos todos perdeu imensas oportunidades, porque não conseguiu encontrar a sua vocação. A única coisa que houve foi a construção desenfreada e uma política de periferia que deixou o centro da cidade ao abandono. Na altura do 25 de Abril Santarém era a quarta ou quinta cidade do país e agora o que é?Porque é que nunca se candidatou em Almeirim?Sinto mais afinidades com Santarém, onde os desafios são mais aliciantes. Gosto de viver em Almeirim e acho que a cidade não está mal e isso não me motiva.

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