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Quando o preço do crude chegar aos 150 dólares

Edição de 03.04.2008 | O Mirante dos Leitores
Poderiam ter sido dados mais exemplos para explicar aos leitores que sistema perverso é este dos passes sociais e das assinaturas quilométricas. Serviria para mostrar como em Portugal há cidadãos de primeira e de segunda. Um bilhete de comboio entre Lisboa-Oriente e Entroncamento, ou vice-versa, num comboio regional, custa 7 euros e meio. Mas um passageiro informado que saiba que nas viagens até cinquenta quilómetros quem manda nos preços é o governo, quando tem que viajar entre aquelas duas cidades opta por comprar dois bilhetes. Um entre Entroncamento e Setil e outro entre Setil e Lisboa-Oriente, ou vice-versa. São três euros e vinte cêntimos mais três euros e vinte cêntimos. Seis euros e quarenta no total. Dois euros e oitenta de poupança numa viagem de ida e volta. E quem viaja entre Santarém e Lisboa também pode fraccionar o bilhete para poupar. O que eu lamento é que os autarcas não gastem mais tempo e dinheiro em defesa do transporte ferroviário. Mais comboios e a preços mais baixos. É assim e só assim que se incentiva o transporte público não poluente. Que se invista em parque de estacionamento e estradas é importante mas quando o preço do petróleo chegar aos 150 dólares ou mais é que vamos todos “miar”.Raul Carvalho Santinho

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