
Pais de alunos do alto concelho descontentes por pagarem refeição dos filhos
Câmara de Azambuja diz que contrapartida prometida era provisória
Os alunos que foram transferidos para a escola de Manique do Intendente e tiveram como contrapartida refeições gratuitas, começaram agora a pagar, mas estão descontentes.
Os pais dos alunos que estudavam nas escolas do primeiro ciclo do alto concelho de Azambuja, entretanto encerradas e que foram transferidos para a Escola Básica Integrada de Manique do Intendente, estão revoltados com a decisão da autarquia de Azambuja. A partir deste ano lectivo os encarregados de educação têm de pagar as refeições dos filhos, o que não acontecia até agora.Como contrapartida pelo encerramento das escolas da Maçussa, Arrifana (há três anos) e Casais de Além (há dois) a Câmara Municipal de Azambuja assumiu o compromisso de custear as refeições aos alunos das três escolas, que se viram obrigados a mudar-se para a escola de Manique do Intendente.Durante os últimos anos a situação manteve-se inalterável, até que, no início deste ano lectivo, para surpresa de encarregados de educação, os filhos chegaram a casa e informaram os pais de que teriam que começar a pagar a alimentação. “Como não sabíamos de nada, não demos o dinheiro aos nossos filhos para pagar a refeição. A minha filha chegou a casa a dizer que devia os almoços”, conta uma mãe.Os encarregados de educação não sabem o porquê desta alteração e até a podem compreender se a explicarem, dizem. Mas criticam o facto de não terem sido informados. “Matriculámos as crianças, começaram as aulas e ninguém nos informou que tínhamos de começar a pagar as refeições”, lamenta outro encarregado de educação.A Câmara de Azambuja não entende o descontentamento dos pais, uma vez que o compromisso de pagar as refeições aos alunos – depois de encerradas as três escolas do alto concelho – era provisório e só até ao momento da conclusão da carta educativa, que aconteceu com a abertura do Centro Escolar de Alcoentre a 14 de Setembro.O documento contempla ainda o Centro Escolar do Intendente e a escola de Vila Nova de São Pedro. Com o funcionamento em pleno dos três estabelecimentos a autarquia diz que limitou a fazer aquilo que tinha sido acordado há três anos com os encarregados de educação e passou os alunos para o regime geral das refeições nas escolas.Questionado sobre o facto de os pais com quem assumiu o compromisso há três anos não serem os mesmos de agora e de não terem a informação de que a partir de agora teriam de pagar as refeições, Joaquim Ramos é claro. “As pessoas também não precisam de ser informadas relativamente a uma questão que decorre da lei geral e que toda a gente sabe qual é. Se fosse para defender um direito, estavam automaticamente todos informados”, refere o autarca. Joaquim Ramos lembra que os alunos, agora sob o regime geral das refeições, até podem continuar a ter refeições grátis, caso estejam inseridos no escalão A e a pagar metade, se estiveram no escalão B. Mas deixa um recado. “Não podemos estar a defender pessoas que têm rendimentos suficientes para pagar 1 euro e 46 cêntimos por dia do almoço de um filho e não o querem fazer”, assegura o presidente de Azambuja.

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