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Pais de alunos do alto concelho descontentes por pagarem refeição dos filhos

Pais de alunos do alto concelho descontentes por pagarem refeição dos filhos

Câmara de Azambuja diz que contrapartida prometida era provisória

Os alunos que foram transferidos para a escola de Manique do Intendente e tiveram como contrapartida refeições gratuitas, começaram agora a pagar, mas estão descontentes.

Edição de 01.10.2009 | Sociedade
Os pais dos alunos que estudavam nas escolas do primeiro ciclo do alto concelho de Azambuja, entretanto encerradas e que foram transferidos para a Escola Básica Integrada de Manique do Intendente, estão revoltados com a decisão da autarquia de Azambuja. A partir deste ano lectivo os encarregados de educação têm de pagar as refeições dos filhos, o que não acontecia até agora.Como contrapartida pelo encerramento das escolas da Maçussa, Arrifana (há três anos) e Casais de Além (há dois) a Câmara Municipal de Azambuja assumiu o compromisso de custear as refeições aos alunos das três escolas, que se viram obrigados a mudar-se para a escola de Manique do Intendente.Durante os últimos anos a situação manteve-se inalterável, até que, no início deste ano lectivo, para surpresa de encarregados de educação, os filhos chegaram a casa e informaram os pais de que teriam que começar a pagar a alimentação. “Como não sabíamos de nada, não demos o dinheiro aos nossos filhos para pagar a refeição. A minha filha chegou a casa a dizer que devia os almoços”, conta uma mãe.Os encarregados de educação não sabem o porquê desta alteração e até a podem compreender se a explicarem, dizem. Mas criticam o facto de não terem sido informados. “Matriculámos as crianças, começaram as aulas e ninguém nos informou que tínhamos de começar a pagar as refeições”, lamenta outro encarregado de educação.A Câmara de Azambuja não entende o descontentamento dos pais, uma vez que o compromisso de pagar as refeições aos alunos – depois de encerradas as três escolas do alto concelho – era provisório e só até ao momento da conclusão da carta educativa, que aconteceu com a abertura do Centro Escolar de Alcoentre a 14 de Setembro.O documento contempla ainda o Centro Escolar do Intendente e a escola de Vila Nova de São Pedro. Com o funcionamento em pleno dos três estabelecimentos a autarquia diz que limitou a fazer aquilo que tinha sido acordado há três anos com os encarregados de educação e passou os alunos para o regime geral das refeições nas escolas.Questionado sobre o facto de os pais com quem assumiu o compromisso há três anos não serem os mesmos de agora e de não terem a informação de que a partir de agora teriam de pagar as refeições, Joaquim Ramos é claro. “As pessoas também não precisam de ser informadas relativamente a uma questão que decorre da lei geral e que toda a gente sabe qual é. Se fosse para defender um direito, estavam automaticamente todos informados”, refere o autarca. Joaquim Ramos lembra que os alunos, agora sob o regime geral das refeições, até podem continuar a ter refeições grátis, caso estejam inseridos no escalão A e a pagar metade, se estiveram no escalão B. Mas deixa um recado. “Não podemos estar a defender pessoas que têm rendimentos suficientes para pagar 1 euro e 46 cêntimos por dia do almoço de um filho e não o querem fazer”, assegura o presidente de Azambuja.
Pais de alunos do alto concelho descontentes por pagarem refeição dos filhos

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