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Unidade de Cuidados Continuados de Vila Franca concluída em Dezembro

Equipamento terá 30 camas e irá criar 42 postos de trabalho directos

Situada na Quinta da Coutada, em Vila Franca de Xira, a Unidade de Cuidados Continuados da ABEI representa um investimento estimado de 2 milhões e 500 mil euros. No Forte da Casa e em Vialonga vão nascer dois projectos semelhantes.

Edição de 21.04.2010 | Sociedade
A Unidade de Cuidados Continuados (UCC), apresentada pela Associação de Bem Estar Infantil (ABEI) de Vila Franca de Xira em Dezembro de 2008, estará concluída no final do ano e será inaugurada em Dezembro ou o mais tardar em Janeiro do próximo ano. A garantia é dada a O MIRANTE pelo presidente da instituição.O futuro equipamento, que está em construção, terá capacidade para 30 camas, com condições para vir a aumentar o número. Terá a valência de assistência de média e longa duração e irá criar 42 postos de trabalho directos.O investimento final estima-se que seja de 2 milhões e 500 mil euros suportados pelo Estado, autarquia e instituição. Mais meio milhão que o inicialmente previsto. “Não houve derrapagem. O projecto inicial estava avaliado em 1 milhão e 600 mil euros para a construção e cerca de 380 mil euros em equipamentos. Com a saída de nova legislação teve de se fazer adaptações para melhoria das condições dos utentes”, esclarece Manuel Martins.A infra-estrutura teve aprovação e financiamento do Programa Modelar I (tem como objectivo a atribuição de apoio financeiro pelas administrações Regionais de Saúde) e estará ligada à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. “Estes equipamentos são importantes num concelho em que ainda é deficitário este tipo de apoio. Por isso é que já há, neste momento, mais pessoas interessadas e a pensar em criar unidades destas”, afirma o presidente da ABEI.Além da Unidade de Cuidados Continuados de Vila Franca de Xira estão em marcha mais dois projectos semelhantes. Como O MIRANTE noticiou na edição de 1 de Abril último vai nascer na freguesia do Forte da Casa uma UCC com capacidade para aproximadamente 60 camas que criará 80 postos de trabalho directos e indirectos.O investimento será de dois 2 milhões e 900 mil euros. O Estado comparticipa em 750 mil euros, a Câmara de Vila Franca de Xira em 500 mil e o resto (1 milhão e 650 mil euros) será custeado pelo Instituto de Apoio à Comunidade (IAC) que ficará ainda responsável pela gestão do espaço.As obras arrancam no próximo mês de Junho e terão um período de execução de seis meses. Se tudo correr como planeado no início de 2011 a infra-estrutura – que será construída nos terrenos situados em frente à Igreja do Forte da Casa, propriedade do IAC, cedidos há alguns anos pela câmara vila-franquense à instituição – estará a funcionar em pleno, garantem os autarcas do Forte da Casa.O outro projecto já aprovado mas que ainda não saiu do papel foi a UCC de Vialonga entregue à Fundação CEBI. A instituição sediada em Alverca já recebeu da autarquia de Vila Franca de Xira o terreno do antigo Hospital da Flamenga. A fundação irá investir seis milhões de euros. Tendo em conta que a unidade ficará inserida no Sistema Nacional de Saúde o projecto deverá contar com um apoio governamental, além da habitual comparticipação de 25 por centro da câmara municipal para equipamentos sociais. O equipamento deverá ter capacidade para 150 camas, podendo ser expandido para 200 e receber os utentes encaminhados por hospitais das proximidades, como os de Vila Franca de Xira e Loures, que necessitem de uma recuperação prolongada.Abrigo para mulheres vítimas de violência ainda no papelA construção de um abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica continua a ser uma intenção da Associação para o Bem Estar Infantil (ABEI) de Vila Franca de Xira mas até agora a instituição ainda não teve apoios para concretizar a ideia.O projecto, para o qual a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira concedeu um terreno na Quinta do Álamo, freguesia de São João dos Montes, foi apresentado em inícios de 2007 com a expectativa de que o abrigo estivesse pronto em 2008. Contempla a criação de um edifício com capacidade para 12 mulheres e respectivas crianças.“Continua a fazer parte dos nossos projectos. Não há ainda nenhum programa a que as instituições se possam candidatar. Mas é um projecto que a ABEI espera levar avante”, garante o presidente da instituição Manuel Martins a O MIRANTE.

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