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Coruche com orçamento de contenção aprovado
Maioria PS garante que, apesar das dificuldades, 2011 será ano de fortes investimentos
Oposição reconhece contenção da despesa corrente mas reclama maiores apoios sociais e às freguesias.
A Câmara de Coruche vai prosseguir na linha de contenção das despesas correntes em 2011 mas esse ano vai ficar também marcado pela concretização e arranque de vários investimentos importantes a nível do concelho. A garantia partiu do presidente da edilidade, Dionísio Mendes (PS), durante a discussão na assembleia municipal do orçamento para 2011 e Grandes Opções do Plano da Câmara de Coruche, aprovada por maioria.Na sessão, a oposição reconheceu que se apresentam previsões de contenção de despesa em tempo de crise mas consideraram-na insuficiente. A CDU, que votou contra as propostas, considera que a câmara pode ir mais longe, poupando em propaganda, marketing e publicidade, ideia partilhada pelo PSD, que se absteve. O Movimento Independente de Cidadãos (MIC) por Coruche absteve-se também mas não se pronunciou durante a discussão. Dionísio Mendes garantiu a conclusão de algumas obras em curso já em 2011. É o caso do Centro Escolar de Coruche, do edifício administrativo do estádio municipal e do troço da Estrada da Lamarosa, entre Várzea de Água e Vale Verde. Devem ainda avançar as obras de requalificação urbanas no Biscainho e na Branca, o arranque do açude-ponte do rio Sorraia, processo que se atrasou devido ao protesto de um dos empreiteiros preteridos no concurso.Estão ainda nos planos para 2011 a remodelação do mercado municipal, as intervenções de eficiência energética em edifícios municipais ou a perspectiva de apoiar a candidatura da Associação de Solidariedade da Lamarosa à construção de um lar de idosos.A Câmara de Coruche orçamentou 27,316 milhões de euros para 2011 e espera uma quebra de receita devido à diminuição das transferências do orçamento de Estado de 950 mil euros e do abaixamento de impostos municipais como do IMI, IRS e derrama, a par dos licenciamentos. “Prevemos investir 17,7 por cento do que está orçamentado e realizar uma despesa global a crescer 7,45 por cento. Só a boa saúde financeira da Câmara de Coruche irá permitir fazer este nível de investimento sem recurso a empréstimos bancários”, realçou Dionísio Mendes, estimando que a dívida da câmara se deve situar em 5,1 milhões de euros no final de 2011. Armando Rodrigues protagonizou a posição da CDU para realçar que a maioria PS tem uma “obsessão” pelas campanhas de promoção e marketing do município, com todos os custos que isso acarreta. “Cinco por cento de reforço no apoio social é insuficiente quando comparado com as acções previstas no recreio e lazer”, comentou. O deputado sugeriu mesmo que a câmara corte mais nas despesas com festas, mesmo as de Coruche, em mais dez por cento, a juntar aos dez por cento de corte em 2010. PSD e CDU detectam obras que estão prometidas há vários anos e que constam dos planos plurianuais sem se ver o que é delas. Armando Rodrigues diz que um dia têm mesmo de acontecer. Francisco Gaspar (PSD) lembra ainda os casos da biblioteca municipal e da remodelação do edifício dos paços do concelho, por concretizar, “e com cinco, seis, sete e oito anos de atraso”. Para os social-democratas faz ainda sentido que a câmara pense na criação de um corpo de polícia municipal que garante mais segurança no concelho e a construção de ringues polidesportivos em todas as freguesias. O MIC apresentou durante a semana várias propostas à câmara para incluir nos documentos previsionais mas não interveio na assembleia, limitando-se a votar a abstenção.
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