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Jiu-Jitsu da Casa do Benfica de Santarém junta adeptos do exercício físico

Classe junta praticantes de várias idades, homens e mulheres, que saem dos empregos e encontram no jiu-jitsu, por volta das 19h30, uma forma de juntar desporto, convívio e conhecimentos sobre defesa pessoal.

Sem pressões de resultados, para tirar o stress de um dia de trabalho e aprender uma modalidade onde impera a disciplina, uma quinzena de homens e mulheres dedica todas as terças e quintas-feiras ao Jiu-Jitsu no ginásio da Casa do Benfica de Santarém.Na quinta-feira à noite há uma dezena de elementos no treino, quase todos vestem quimono. Têm maioritariamente entre 30 e 50 anos, mas há mais novos. O velho ginásio serve para o aquecimento animado numa espécie de basquetebol sobre colchões sobrepostos numa caixa de ar feita à base de pneus que amortece as quedas, aproveitando uma velha tabela. Quinze minutos de trocas de bola e saltos e já se sua a valer. O mestre António Anjinho sobe aos colchões e é feito por todos os elementos a saudação de joelhos ao mestre português, que dirige a aula, ao mestre japonês de jiu-jitsu e ao repórter, como sinal de boas vindas. Músculos e tendões são novamente postos à prova antes dos exercícios, feitos à base de agarrões, projecções e submissões. João Carvalho, de Santarém, 42 anos, professor de educação física na Escola Secundária Sá da Bandeira, frequenta as aulas desde há um ano, obtendo formação e, em simultâneo, um horário disponível para praticar desporto sem pensar em competição. “Têm sido aulas interessantes. O grupo é agradável e o mestre Anjinho consegue propor situações que são inovadoras. Tenho aplicado alguns desses conhecimentos em aula na escola”, revela o docente.Jorge Luís Oliveira, 48 anos, de Santarém, colocou o filho a praticar judo desde os três anos. Já lá vão 12 anos e de tanto ir aos treinos levá-lo, foi desafiado com um conjunto de pais a criar uma classe de defesa pessoal. “Aqui acabamos por nos sentir bem, cada um faz o que pode em sã camaradagem. Torna-se quase uma obrigação vir aqui duas vezes por semana fazer preparação física porque me sinto bem melhor após hora e meia de exercício”, refere Jorge Luís, lembrando que o grupo, apesar de prezar as aulas e a modalidade, também costuma praticar exercício em convívios gastronómicos.São pais, filhos, amigos e atletas ou ex-atletas que querem desenvolver o seu conhecimento sobre a modalidade e disciplina com a qual se sentem bem. A escola está vocacionada para o desporto de manutenção apesar de o jiu-jitsu ser modalidade olímpica. “Está na base da defesa pessoal e na origem do judo, com predominância dos movimentos do corpo. Devemos sempre ceder em nosso favor o movimento de quem nos puxa ou empurra”, conta o mestre António Anjinho, salientando que acima de tudo está o bem-estar físico e psicológico de quem pratica com o empenho o que sabe, mesmo quem esteja menos capacitado. “Qualquer pessoa a partir da adolescência pode vir praticar”, aconselha António Anjinho, que durante a aula teve várias “cobaias” para os seus exemplos de projecções e submissões.Mãe e filha aprendem com quem sabeDesde Setembro que Aida Batista, 48 anos, e a sua filha Margarida, de 13 anos, apostaram no jiu-jitsu para descomprimir do dia de trabalho e da escola. Nas primeiras aulas ainda são orientadas por outros elementos com maior graduação. “Ao mesmo tempo que praticamos exercício, adquirimos competências e estamos mais descansadas quando andamos na rua. Acima de tudo vale pelo descanso físico que se obtém”, comenta ainda Batista, que já conhecia António Anjinho. “Fomos conversando e ele criou em nós a vontade. Encontrámos na equipa uma família, como se pôde ver no jogo que fizemos no início do treino”.Margarida Batista diz que a modalidade é boa para a sua idade. “Pelo menos já sabemos o suficiente para mandar uma pessoa ao chão”, diz com um sorriso.As alunas estão em fase de análise da modalidade e, caso decidam ficar, prometem vestir a rigor com os típicos quimonos brancos.

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