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A jovem dentista que seguiu as pisadas do pai

A jovem dentista que seguiu as pisadas do pai

Patrícia Marcão especializou-se em Odontologia e dá consultas em Santarém e Lisboa

A médica adora o que faz e não se imagina a fazer outra coisa. Os seus dias são divididos entre Santarém e Lisboa onde dá consultas.

Filha de peixe sabe nadar. O provérbio popular aplica-se na perfeição a Patrícia Marcão, médica dentista que seguiu as pisadas do pai, Manuel Marcão, e escolheu a mesma profissão do progenitor. A jovem, de 30 anos, diz que não foi influenciada pelo pai mas que o facto de estar muitas vezes com ele na clínica pode ter pesado na decisão. Do que sempre teve a certeza “desde miúda” é que queria seguir a área de medicina. “Ainda pensei em seguir Farmácia mas optei por medicina dentária e foi a melhor opção. Adoro o que faço”, explica a O MIRANTE.Trabalha na clínica do pai, em Santarém, de onde é natural, e duas vezes por semana dá consultas em Lisboa. Especializou-se em Ortodontia e o ano passado concluiu o mestrado que fez em Viena de Áustria. A médica dentista discorda que o uso de aparelho para corrigir esteja na moda. O que acontece, na sua opinião, é que actualmente as pessoas preocupam-se mais com a saúde dos seus dentes.A médica refere que tem pacientes com 70 anos que colocam aparelho para corrigir os dentes. A sua paciente mais idosa com aparelho tem 79 anos. “A senhora sempre teve um espaço entre os dentes que nunca gostou de ver. Quando soube que com a idade que tem podia corrigir os dentes decidiu colocar aparelho”, conta acrescentando que a má colocação dos dentes interfere com muitas funções do nosso corpo. “Há quem tenha dores de cabeça com frequência e isso pode ser devido à má colocação dos dentes. Se corrigirmos pode melhorar muitas coisas na função corporal”, sublinha.Apesar da sua especialidade ser a Ortodontia, Patrícia Marcão faz todo o tipo de tratamento relacionado com a saúde oral. Implantologia, prótese fixa, prótese removível, oclusão, desvitalizações, branqueamento, entre outros. A dentista explica que os problemas mais comuns que surgem no seu consultório são cáries e a necessidade de colocar implantes e próteses.Actualmente, os portugueses preocupam-se mais com a saúde oral e já fazem consultas de prevenção, sobretudo as crianças. Os mais velhos são os que vão adiando as idas ao dentista e só aparecem quando o dente já dói. Patrícia Marcão alerta para a necessidade dos pais não incutirem os “seus próprios” medos do dentista nas crianças. “Sem querer os pais incutem medo nos filhos e depois é necessário termos muita conversa e psicologia com os mais novos para perderem o medo”, explica.Se uns pacientes têm pavor da cadeira do dentista há outros que aproveitam essas consultas para relaxar. A médica conta que tem pacientes que conseguem adormecer durante as consultas tal é o estado de descompressão. Mas para isso é necessário estabelecer uma grande confiança na relação entre médico e paciente. E Patrícia Marcão considera prioritário criar laços de afectividade com os pacientes.Doces e bolachas são alimentos que deveríamos eliminar da nossa alimentação. Quem o diz é a médica explicando que as bolachas contêm muito açúcar. “Muitas crianças têm fome antes de ir dormir e pedem umas bolachinhas para comer. O problema é que depois não lavam os dentes e o açúcar da bolacha fica toda a noite nos dentes e é isso que provoca as cáries”, realça.Para prevenir a degradação dos dentes deve-se lavar os dentes, no mínimo, três vezes por dia e sempre depois de comer sobretudo à noite tendo em conta o elevado número de horas que estamos sem comer. Depois das consultas é habitual Patrícia Marcão distribuir kits de escovas de dentes e fita dentárias para usarem na escola. “São muitas horas fora de casa e devemos lavar os dentes com frequência por isso disponibilizamos os kits”, afirma a médica acrescentando que as pastilhas sem açúcar podem substituir as escovas de dentes mas não devemos fazer disso hábito.Patrícia Marcão adora o que faz e não se imagina a fazer outra coisa. Os seus dias são divididos entre Santarém e Lisboa onde dá consultas. A médica explica que, felizmente, as pessoas continuam a ir ao dentista mas que, devido à crise, fazem-no mais espaçadamente. “Noto que há uns tempos eram capazes de marcar mais do que uma consulta no mesmo mês mas agora marcam, por exemplo, uma por mês. Fazem mais contas”, diz. A médica aconselha as pessoas a visitarem o dentista pelo menos de seis em seis meses para fazerem revisões e assim evitarem as cáries.
A jovem dentista que seguiu as pisadas do pai

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