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A bancária que começou a escrever na internet porque andava sempre a perder papéis

Nádia Sousa vive em Fátima há vários anos e a publicação do primeiro livro surgiu por acaso
Edição de 11.04.2012 | Cultura e Lazer
Publicou um livro recentemente com direito a sessão de apresentação e autógrafos na biblioteca de Fátima - cidade onde vive há vários anos - mas não se considera escritora e, com humildade, diz que nunca o vai ser. Diz-se apenas uma mulher apaixonada pela escrita e pela leitura. Maria Gaspar, pseudónimo literário de Nádia Sousa, 32 anos, é a autora de “Amar na Baía Azul”, um livro que surgiu devido às novas tecnologias. Se não fosse a internet talvez Nádia Sousa, bancária há cerca de cinco anos, ainda escrevesse apenas pequenos apontamentos para si própria. A jovem, natural da ilha do Faial, Açores, sempre gostou de escrever. Escrevia capítulos soltos em folhas de papel mas acabava sempre por perdê-los. A desorganização levou-a a criar, em Maio do ano passado, um blog - lendomariagaspar.blogspot.com - e a colocar tudo o que ia escrevendo na internet. Foi assim que o seu primeiro livro começou a ganhar forma. Nádia Sousa começou a ter um grupo de seguidores que a incentivavam a continuar a escrever e pediam para publicar os próximos capítulos da história. A Corpus Editora contactou-a e publicou-lhe o livro de 198 páginas. Sem custos para a recém-escritora. A primeira edição tem 250 exemplares estando o livro à venda também na internet. “Disseram-me que apostam em alguns jovens escritores e depois de terem lido os meus textos no blog pediram-me para lhes enviar todo o material que tinha. Depois informaram-me que me publicavam o livro”, conta a O MIRANTE visivelmente satisfeita. Amar na Baía Azul, divulgado capítulo a capítulo no blog e editado em Janeiro tem como cenário principal a ilha do Faial e conta a história de uma rapariga oriunda de uma família pobre que corre em paralelo com a de uma amiga rica, criada num ambiente familiar privilegiado. Nádia (Maria Gaspar) viveu no Faial até aos 18 anos, altura em que veio para o continente estudar Direito na Universidade de Coimbra. O marido é da mesma ilha. No final do curso ainda pensaram em voltar mas as dificuldades em encontrar emprego fizeram-nos ficar no continente. Vivem em Fátima há vários anos. O maior sonho da autora é viajar para uma cidade portuguesa, longe da terra onde vive, e encontrar alguém sentado num banco de jardim a ler o seu livro.

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