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Os Quinta do Bill optam pelas baladas para celebrar 25 anos de carreira

Os Quinta do Bill optam pelas baladas para celebrar 25 anos de carreira

O vocalista Carlos Moisés e o baixista Paulo Bizarro são os dois únicos elementos da formação inicial

Grupo de Tomar revela o seu lado menos conhecido com a edição de um CD que reúne canções mais calmas e intimistas editadas noutros álbuns e duas canções originais.

Edição de 11.04.2012 | Cultura e Lazer
Os Quinta do Bill celebram 25 anos de carreira com um álbum de baladas, “um lado menos visível da banda”, disse à Lusa Carlos Moisés, um dos fundadores. O álbum “25 anos - as baladas”, com a chancela da editora Espacial, integra 13 temas, dois deles gravados este ano, “D’alma Lavada” e “No Silêncio do teu olhar”, e chegou às lojas na segunda-feira 2 de Abril.Carlos Moisés, vocalista e pianista da banda de Tomar, afirmou que “há material novo, de onde aliás surgiram estas duas baladas, mas preferiu-se mostrar um lado menos visível da banda, até porque o ano passado saiu um álbum de originais”. “As pessoas associam-nos mais a músicas festivas, mas em todos os álbuns tivemos uma canção mais intimista, mais melancólica”, disse Moisés. “Por outro lado, não quisemos ir apenas ao baú e incluímos os dois temas novos”, sublinhou.Para o músico de Tomar, a ideia foi “comemorar a efeméride com uma alternativa, mas não é uma nova roupagem dos Quinta do Bill”. As restantes 11 baladas seleccionadas são dos diferentes álbuns dos Quinta do Bill, como “A única das amantes”, do “No trilho do sol”, de 1996, “Ruiva”, de “A hora das colmeias”, de 2006, ou “O pecado no corpo”, de “7”, editado o ano passado.Do grupo original que se juntava na Quinta do Bill, nos arredores de Tomar, mantêm-se, no actual agrupamento, Carlos Moisés e Paulo Bizarro (baixo), integrando ainda a banda Miguel Urbano (acordeão), Cató Calado (guitarras), Jorge Costa (bateria) e Dalila Marques (violino), que entrou há seis anos.Para Carlos Moisés, “a paixão pelo que se faz” justifica a longevidade da banda e sublinhou ser já um feito o terem “conseguido gravar álbuns e haver concertos, que é o objectivo elementar de qualquer projecto, e por outro lado angariar um público fiel para os Quinta do Bill”.Todavia, Carlos Moisés reconheceu que “uns discos funcionaram melhor que outros”, descartando que o facto de a banda ser de Tomar a tenha colocado num lugar mais recuado da cena musical portuguesa.Mas há críticas, nomeadamente da comunicação social, que nem sempre “deu a devida atenção aos álbuns da banda, mesmo quando mostrava uma certa modernidade na construção das canções e nas suas roupagens, como aconteceu com ‘7’ editado o ano passado, em que não se sentiu esse retorno”. O músico argumenta que, “apesar dos novos meios como a Internet, os jornais e as rádios continuam a ter um grande peso nas escolhas musicais e no sucesso dos projectos”.Quanto ao futuro, Carlos Moisés afirmou: “Provavelmente iremos noutro rumo, iremos querer experimentar coisas novas, mas não sabemos ainda”.Os filhos da Nação nasceram no campoA primeira sala de ensaios da banda foi em Valdonas, na Quinta do senhor Guilherme Delgado, conhecido em Tomar por Bill, (falecido este ano a 11 de Fevereiro com 80 anos de idade), facto que determinou o nome da banda. Da história do grupo constam a participação no concurso de rock do Rock Rendez-Vous (1988), na I Mostra de Música Moderna da Rádio Universidade de Coimbra e o primeiro lugar no Concurso Aqui Del´Rock da RTP, em 1991, que permitiu editar o primeiro álbum, “Sem rumo”. Em 1995, o grupo partilhou o palco do Estádio José Alvalade com Bryan Adams, um dos “pontos altos” da banda referidos pelo vocalista, a que acrescentou a participação em sucessivas Queimas das Fitas de Coimbra, Festas do Avante! e as digressões pelas comunidades portuguesas. O primeiro grande sucesso dos Quinta do Bill foi a canção “Filhos da Nação”, incluída no álbum de 1994 com o mesmo nome, numa altura em que para os jovens, ter uma licenciatura ainda era motivo para ter esperança, coisa que já não acontece hoje em dia. “Aqui estás tu, jovem atento/ acordado neste fim de século / à espera de um lugar / difícil de encontrar / no canudo vive a esperança”.
Os Quinta do Bill optam pelas baladas para celebrar 25 anos de carreira

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