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Acusado de praticar sexo a três com a enteada de doze anos e uma amiga

O homem de 49 anos vai responder também por crimes de violência doméstica e maus tratos

Os factos que constam da acusação terão ocorrido entre Julho de 2007 e Janeiro de 2008. O suspeito terá praticado sexo com as jovens em várias zonas isoladas do concelho de Salvaterra de Magos e na sua própria casa, em Marinhais. O assunto chegou à justiça após uma das menores ter revelado à mãe que estava grávida.

Edição de 11.04.2012 | Sociedade
Um homem, de 49 anos, está acusado de levar a enteada, de 12 anos, e uma amiga desta, de 16, de carro à noite para zonas isoladas do concelho de Salvaterra de Magos e de as obrigar a terem relações sexuais a três. Os abusos terão começado em Julho de 2007 e prolongaram-se por mais seis meses. A adolescente acabou por engravidar e o caso descobriu-se quando contou à mãe tudo o que tinha acontecido. O indivíduo responde também no Tribunal Judicial de Benavente por maus tratos que alegadamente infligiu às filhas e à sua companheira durante 12 anos. Segundo a acusação do Ministério Público (MP), o arguido vivia com a companheira, três filhas menores e a enteada, na altura com 12 anos, filha de um relacionamento anterior da mulher. Os abusos sexuais terão começado quando o casal recebeu, em Julho de 2007 a filha de um casal amigo, que na altura tinha 15 anos. Ficou combinado que a menor ajudaria a cuidar das três filhas e, em troca, o casal assegurava as suas refeições durante este período e encarregava-se de lhe comprar o material escolar necessário para o ano lectivo seguinte. Na acusação consta que certa noite o arguido convidou a enteada e a amiga a acompanhá-lo num passeio de carro, quando a companheira já se encontrava a dormir. Segundo o MP, o arguido conduziu o carro até ao Cabeço do Montal e depois de parar no meio dos arbustos disse para as menores “vamos fazer uma brincadeira sem maldade”. Fechou os vidros do carro e convenceu-as a despirem-se, tendo depois consumado relações sexuais com as duas menores que ofereceram resistência. Estes encontros continuaram a repetir-se por diversas vezes não só no Cabeço do Montal, como também na Praia Doce ou mesmo dentro de casa quando a companheira se ausentava. O arguido chegou a praticar relações com as duas menores em simultâneo. Em troca dava-lhes dinheiro, cigarros e cervejas e pedia-lhes para não contarem nada a ninguém, senão ele seria preso e elas iriam para um colégio interno. Em Novembro de 2007, a menor de 15 anos confessou ao arguido que se encontrava grávida. Ele respondeu-lhe para beber cerveja preta com canela para abortar. Só quando a menor contou à mãe, uns meses depois, que estava grávida é que foi apresentada queixa. A mãe da jovem que tinha confiado a filha ao casal, relatou ao MP que confrontou o suspeito antes de apresentar queixa mas que foi agredida à bofetada. A acusação sustenta que o homem agredia a mulher com frequência e que a aterrorizava, bem como às crianças com ameaças de morte usando para tal uma faca ou uma arma de fogo. O agressor teria chegado a disparar a arma de fogo em direcção à companheira, deixando-a com a cara queimada de pólvora. É também relatado na acusação um outro momento de pânico vivido por toda a família que terá ocorrido quando o arguido as levou a dar um passeio de carro e parou em cima da linha do comboio apenas retirando a viatura do local depois de muitas súplicas e gritos.O homem está acusado de um crime de violência doméstica, quatro crimes de maus tratos, um crime de actos sexuais com adolescente, um crime de abuso sexual de crianças e um crime de ofensa à integridade física. O arguido aguarda o julgamento em liberdade sujeito a termo de identidade e residência. A companheira também responde por um crime de detenção de arma proibida, já que era detentora de uma espingarda e munições sem possuir licença de uso e posse de arma.

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