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Eleitos municipais não acreditam na viabilidade do projecto Lusolândia

O valor global do investimento ronda os 255 milhões de euros para estar concluído em 2020
Edição de 26.09.2012 | Política
Os deputados da Assembleia Municipal de Azambuja, das várias forças políticas, não acreditam na viabilidade do projecto Lusolândia e há até quem não se coíba de dizer que tudo não passa de uma operação de especulação imobiliária. Alguns eleitos questionam a capacidade do promotor em angariar os 255 milhões de euros necessários para ter concluído o Parque Temático sobre os Descobrimentos Portugueses até 2020.“Para algo desta dimensão parece ter sido tudo feito num instantinho. Se não nos apresentarem um plano de sustentabilidade parece uma mera operação especulativa”, criticou Daniel Claro (BE). Do lado da CDU António Rodrigues disse ter “muita desconfiança” sobre projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN), como é o caso da Lusolândia. “Ninguém acredita que alguém vá investir tantos milhões. Ninguém nesta sala deve acreditar nisso”, admitiu o socialista Lúcio Costa. O vereador social-democrata Jorge Lopes admitiu que o empresário “já teve oportunidades para desistir e nunca o fez” mas ressalva que este conta com dinheiro do Governo, o que deve ser difícil de obter nesta altura de crise. O presidente do município, Joaquim Ramos (PS), admitiu também que “muitos têm dúvidas” sobre a exequibilidade do projecto Lusolândia. O debate foi gerado pela votação de uma proposta de isenção de pagamento de um imposto municipal sobre transmissões onerosas de imóveis ao empresário António Domingos, a troco de uma caução de 600 mil euros que o empresário já disse a O MIRANTE que não irá pagar. Em causa está a divisão da empresa Plenoespaço em quatro sociedades diferentes mas pertencendo ao mesmo dono. A câmara isenta o proprietário do pagamento do imposto, mas quer uma garantia para se salvaguardar que não fica sem o dinheiro caso a obra não avance.O empresário justifica a opção argumentando que algumas das sociedades têm diferentes accionistas, caso dos americanos que deverão ajudar a instalar o parque. “Não faz muito sentido que a parte hoteleira esteja na mesma empresa do parque temático”, explicou recentemente a O MIRANTE. Apesar do cepticismo dos autarcas e da conjuntura internacional o empresário de 66 anos está confiante no projecto. “Eu sei que a situação não está boa mas se ficarmos todos de braços cruzados vai ficar ainda pior”, desabafa. António Domingos mantém a esperança de abrir as portas em 2014, de forma a coincidir com os 500 anos da chegada dos portugueses ao Japão. Serão necessários dois milhões de visitantes por ano para tornar o projecto rentável.

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