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Granho, Muge e Glória do Ribatejo sem médico durante um mês

Edição de 26.09.2012 | Sociedade
A única médica que estava a dar consultas no posto de saúde da Glória do Ribatejo vai entrar de férias durante cerca de um mês, não existindo mais nenhum clínico para assegurar a sua substituição. Os moradores da Glória, Granho e Muge que também eram atendidos nesse posto, vão passar a ser atendidos no Centro de Saúde de Salvaterra de Magos. Os casos mais urgentes serão encaminhados para o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Benavente.Há cerca de um mês um dos médicos que assegurava consultas na Glória do Ribatejo entrou de baixa. A outra médica, oriunda da Costa Rica, parte na próxima semana de férias durante um mês para o seu país de origem. A directora do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria II, Luísa Portugal, viu-se obrigada a reorganizar os horários do Centro de Saúde de Salvaterra de Magos que vai receber durante este período os moradores de mais três freguesias. “Os casos mais urgentes vão ser encaminhados para o SAP de Benavente. Não tenho mais meios para resolver a situação. Se fosse uma médica nossa não a deixava ir de férias, mas já tinha o bilhete de avião comprado”, explica a responsável. Este não é, contudo, o único problema do concelho a esse nível. Um dos médicos que trabalhava na extensão de saúde de Marinhais rescindiu o contrato no início de Setembro. De momento existe apenas um médico para uma freguesia com mais de 6000 habitantes. Existem também dois médicos que prestam serviços em Salvaterra de Magos e nos Foros que podem entrar na reforma a qualquer momento. Luísa Portugal garante que “a situação ainda não chegou à ruptura” e espera contratar brevemente, através de uma empresa de prestação de serviços, mais médicos para o concelho de Salvaterra de Magos. Recorde-se que em dois anos encerraram os postos de saúde de Muge e Granho e de nove médicos passou-se para os actuais seis. Os vereadores do PS chamaram a atenção para esta situação na última reunião de câmara. “Este concelho tem inúmeros desempregados, tem uma população idosa muito significativa, não tem transportes públicos em número e em preço que permitam àqueles cidadãos estar sempre a recorrer ao hospital de Santarém, ainda mais quando as taxas moderadoras punem os que não têm alternativas mais próximo de casa”, referiu Hélder Esménio, acreditando que se caminha para uma “situação de calamidade social”.

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