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Trabalhadores do IAC sugerem poupanças nas refeições dos idosos para equilibrar contas

Trabalhadores do IAC sugerem poupanças nas refeições dos idosos para equilibrar contas

Má utilização de viaturas, telemóveis e elevado número de chefias criticado num estudo à instituição

Entre as soluções apontadas pelos trabalhadores, além da redução do jantar servido aos mais velhos, está a limitação dos telemóveis de serviço e o fim das despesas de representação e almoços pagos pela instituição.

Edição de 26.09.2012 | Sociedade
Os trabalhadores do Instituto de Apoio à Comunidade do Forte da Casa criticam abusos na utilização de viaturas de serviço, de telemóveis, má gestão do pessoal e elevado número de chefias na instituição do concelho de Vila Franca de Xira. Os funcionários convidados a pronunciarem-se sobre a situação do instituto na sequência da situação de colapso financeiro sugerem uma utilização mais racional dos meios e chegam ao ponto de propor reduções nas doses de comida servida aos idosos, para evitar desperdicios, e fiscalização à entrega de alimentação gratuita a pessoas carenciadas. Das sugestões dos 170 funcionários constam também a necessidade de se poupar no ar condicionado e de colocar pessoas carenciadas a fazer trabalho para a instituição a troco de comida. Ideias para minorar as dificuldades do instituto para as quais contribuíram na opinião destes o facto de as viaturas serem usadas para benefícios próprios das chefias e de estas terem que fazer sete quilómetros para abastecerem de combustível quando há bombas de gasolina mais perto. É proposta ainda a limitação dos telemóveis de serviço para se reduzirem despesas e que acabem os almoços e despesas de representação pagas pela instituição. Os problemas e as propostas surgem num anexo do estudo da Universidade Católica do Porto, encomendado pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade. No documento, a que O MIRANTE teve acesso, os trabalhadores apontam falhas na gestão do anterior presidente da direcção e fundador do IAC, António José Inácio. Outro objectivo dos trabalhadores, de acordo com o estudo, é a promoção do bom nome do IAC através de iniciativas e bancos de voluntariado abertas à população. Em Julho, recorde-se, António Inácio demitiu-se da presidência da direcção e deixou nas mãos de uma comissão administrativa, eleita pelos sócios. Acompanharam-no na demissão todos os outros dirigentes do IAC, que é uma das maiores Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho de Vila Franca de Xira. O IAC acumulou dívidas de 2,5 milhões de euros. António Inácio, que é também presidente da Junta de Freguesia do Forte da Casa, exigiu na sua saída que os novos corpos sociais façam uma auditoria às contas da instituição e disponibilizou-se para fornecer dados sobre as suas contas pessoais e o seu património. O instituto presta serviços a 800 utentes em valências como a creche, pré-escolar, ATL, residência de idosos, centro de dia e apoio domiciliário. Nos últimos cinco anos as contas começaram a derrapar. Para isso contribuiu o acordo para gerir as piscinas do Forte da Casa e o arranque das obras da Unidade de Cuidados Continuados sem que o financiamento estivesse assegurado.
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