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Pais criticam comida servida na escola mas as críticas não são aceites

Edição de 06.03.2013 | Sociedade
Os pais das crianças que frequentam a escola básica do primeiro ciclo e jardim de infância de Foros da Charneca, Benavente, entregaram à câmara municipal um documento onde criticam as refeições escolares que passaram este ano lectivo a ser servidas por uma empresa externa, GERTAL. Entre outras coisas, afirmam que os alimentos são “insípidos, mal confeccionados e de baixa qualidade”, levando as crianças a chegar a casa com fome e interferindo com a “prática de uma alimentação saudável”. O presidente da Câmara de Benavente, António José Ganhão (CDU), discorda e acusa os professores e auxiliares de promoverem más práticas alimentares na escola.Há anos que as refeições eram preparadas por uma cozinheira na própria escola de Foros da Charneca. A autarquia transferia o pagamento deste serviço para a associação Liga de Melhoramentos de Foros da Charneca que, por sua vez, tratava das compras e do pagamento à funcionária. Depois de a cozinheira se reformar no ano passado, a Câmara de Benavente decidiu que esta escola também passaria a ser servida pela empresa externa, GERTAL, contratada este ano lectivo para preparar as refeições escolares de todos os meninos do jardim-de-infância e primeiro ciclo do concelho.O presidente da associação, Alcino Buchadas, explica que no ano passado as refeições eram preparadas com a ajuda de muitos moradores, que iam cedendo batatas ou cebolas que tiravam da terra, para se preparar refeições mais caseiras. “O peixe e a carne eram comprados directamente aos fornecedores para estarem sempre frescos”, acrescenta. Uma situação que escapava ao controlo e regras instituídas pelo Ministério da Educação (ME) para assegurar a qualidade e quantidade das refeições servidas nas escolas. “A situação não poderia continuar assim naquela escola porque as crianças não estavam a seguir a dieta recomendada pelo Ministério”, explicou o presidente da câmara na última reunião, que decorreu segunda-feira, 4 de Março. O autarca garantiu que a empresa que presta o serviço segue todas as normas e afirmou que a mobilização dos pais “partiu de alguém de dentro da escola”, acrescentando que o “pessoal que ali trabalha deveria ter outra atitude”. E até deu dois exemplos que suportam a sua posição, descobertos durante uma visita de técnicas do município à escola. Na altura foram detectadas duas crianças no refeitório, a comerem refeições que tinham trazido de casa. “É inconcebível porque cria desigualdades. Uma criança não pode ficar a comer uma maçã e a ver um seu colega a comer morangos”, referiu. Mas o que lhe causou mais indignação foi ter ficado a saber que havia saleiros em cima das mesas. “Pretende-se que as crianças corrijam os seus comportamentos alimentares e reduzir o sal é um deles. Se existem más práticas da empresa devem ser corrigidas mas não podemos aceitar estas práticas também por parte da escola”, criticou. A autarquia vai continuar a acompanhar a situação e convida todos os pais que desejarem a almoçar na escola para desfazerem as suas dúvidas. A escola dos Foros da Charneca possui perto de 40 alunos, alguns dos quais vêm de Foros de Almada, que pertence à freguesia de Santo Estêvão.

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