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Radiomodelistas de 16 países aceleraram em Torres Novas

Radiomodelistas de 16 países aceleraram em Torres Novas

Bruno Coelho no nono lugar foi o melhor português no Campeonato da Europa que foi ganho pelo alemão Ronald Vôlker

O mini-autódromo de radiomodelismo automóvel de Torres Novas (localizado na avenida do Bom Amor, perto do Torreshopping) foi palco da edição 2013 do Campeonato da Europa de Radiomodelismo Automóvel, prova organizada pelo Lama Clube de Torres Novas e Federação Portuguesa de Radiomodelismo, que trouxe à cidade 80 pilotos do velho continente.

Participaram na prova, além dos pilotos que conseguiram pontuação para se deslocarem a participação, o campeão do mundo, o campeão europeu e os campeões nacionais de 16 países europeus, naquela que é a prova mais importante do calendário europeu de radiomodelismo automóvel - Turismo, escala 1:10 eléctricos (que são considerados os carros mais rápidos do radiomodelismo).Os pequenos bólides rolaram na pista torrejana durante quatro dias, realizando-se emocionantes provas de treino e qualificação. A destreza dos pilotos, que num plano sobranceiro à pista, conduzem os bólides através de pequenos aparelhos de rádio é impressionante. Depois a velocidade que os carros atingem na pista e as manobras constantes que têm que fazer, são de molde a entusiasmar o público presente. Infelizmente pouco para uma organização deste género.No final dos quatro dias de provas realizou-se a grande final, que incluía os dez melhores pilotos apurados nas provas disputadas nos dias anteriores. A emoção esteve ao rubro e no final foi o piloto alemão, Ronald Vôlker que levou o seu bólide à vitória. Nos restantes lugares do pódio classificaram-se o sueco, Alexander Hagberg e o inglês, Elliott Harper.O melhor piloto português em prova foi Bruno Coelho que conseguiu um excelente nono lugar. “Apontava para um lugar entre os trinta primeiros, nunca pensei que podia ficar no top ten. As provas correram-me bem e este lugar vem na melhor altura, vou dedicar-me ainda mais a esta modalidade, que é entusiasmante”, garantiu. O presidente do Lama Clube de Torres Novas, Fernando Cardoso, disse no final da prova que, de certeza, mexeu com a economia local. Cerca de três dezenas dos pilotos presentes são profissionais, trouxeram as suas equipas e as próprias fábricas fizeram-se representar. Além disso alguns deles trouxeram familiares, estiveram em Torres Novas à volta de 300 pessoas que estiveram diariamente na pista e alojados na cidade. “Os dois hotéis da cidade estiveram praticamente lotados”, assegurou o responsável.Segundo o dirigente, a ideia de organizar um campeonato da Europa ganhou forma há dois anos, quando esteve em França a assistir a um europeu. “Vi que não tinha grande ciência organizar um campeonato da Europa e que aqui em Torres Novas tínhamos uma pista com boas condições para o fazer e resolvi concorrer, tinha um adversário de peso, um clube espanhol também estava na corrida à organização”. A Federação Europeia de Radiomodelismo entregou a Portugal a organização do campeonato de 2013, tendo o Lama Clube 4x4 feito a candidatura. Fernando Cardoso sentiu que os nossos vizinhos espanhóis não gostaram nada de serem ultrapassados na organização do evento. “Lamento que estejam inscritos menos pilotos que o habitual, dos pilotos espanhóis apenas veio um, foi um claro boicote à nossa prova, que felizmente correu às mil maravilhas”, disse.O dirigente lamenta também a pouca adesão do público, mas reconhece que a divulgação da prova também não foi a melhor, e chamou a atenção para as entidades que apoiaram a organização, as federações portuguesa e europeia de radiomodelismo, a Câmara de Torres Novas e a Região de Turismo.O trabalho nas boxes é intenso e Hugo Miguel diz que tem muito para aprenderHugo Miguel veio de Lisboa e foi outro dos pilotos portugueses presentes na prova de Torres Novas. “É uma grande honra estar aqui presente entre todos estes craques do radiomodelismo, nada disto é novo para mim, mas ver como se trabalha a este nível dá para perceber que ainda tenho muito para aprender”, garantiu.Os portugueses fazem de pilotos e mecânicos ao mesmo tempo, os estrangeiros trazem equipas de três e quatro elementos. “Não é fácil competir com estes ‘monstros’, os pilotos só têm que se concentrar nas afinações dos carros e na corrida, nos intervalos descansam e estudam a melhor maneira de fazer o traçado da pista que, neste caso, é bastante técnica”, disse Hugo Miguel.Para Hugo Miguel o radiomodelismo não é um desporto acessível a toda a gente. “A este nível não é nada barato, mas mesmo assim ainda é o desporto automóvel mais em conta. Um automóvel de competição pode custar entre os mil e os três mil euros, depende do tipo de viatura e da verba que temos para a adquirir”.Hugo Miguel já foi várias vezes campeão nacional, considera-se um piloto já veterano, pratica a modalidade há cerca de 18 anos, e estava satisfeito com a sua classificação. “Apontava para um lugar entre os trinta primeiros, fiquei em vigésimo quinto, por isso só posso estar satisfeito”, garantiu.
Radiomodelistas de 16 países aceleraram em Torres Novas

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