Edição de 2013.08.22
Entrevista

Com a crise passei a ser supersticioso e se não me pagam antes da tourada o mais certo é ter azar
Vinte e cinco anos de alternativa como cavaleiro tauromáquico profissional pode ser muito tempo mas não para João Salgueiro. O toureiro de 45 anos de idade responde aos que acham que já pode retirar-se do toureio com a mesma determinação com que encara esta arte: “Não me vejo a fazer outra coisa”. Assume que é uma pessoa impulsiva, emotiva, o que às vezes pode criar a ideia nas pessoas de que é meio louco. Salgueiro é a antítese da imagem da vaidade que é associada aos toureiros. Recebe-nos na sua casa de Valada do Ribatejo, Cartaxo, com a roupa de trabalho. Fala de forma descontraída e apaixonada, do princípio ao fim. Considera que a pessoa mais importante da sua vida foi o seu avô, Fernando Salgueiro, já falecido. Foi com ele que aprendeu a coser um cavalo ferido mas muito mais que isso, aprendeu a cavalgar os sonhos.
Entrevista | 21-08-2013
