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Ribtejo promete reforçar segurança após problemas ocorridos no incêndio de Julho

Edição de 21.08.2013 | Sociedade
As dificuldades no combate ao incêndio ocorrido a 9 de Julho no aterro de Resíduos Industriais Banais da Ribtejo, no Eco-Parque do Relvão, freguesia da Carregueira, Chamusca, levaram a Protecção Civil Municipal a solicitar àquela empresa do grupo Fomentinvest, a implementação de medidas relacionadas com a vigilância do local, uma eficaz coordenação em casos idênticos e a disponibilização de informação na hora que contribua para atenuar situações de alarme social.Na sequência daquele contacto foi realizada uma reunião entre responsáveis da Ribtejo, Câmara Municipal da Chamusca e Bombeiros, tendo sido acordada a contratação de vigilância para o local nas horas em que o aterro não está a funcionar e definidos os procedimentos a adoptar em caso de incidentes e quais os responsáveis do aterro que devem ser contactados pelas autoridades.No incêndio de Julho, em que ficaram intoxicados cinco bombeiros, foram encontradas dificuldades no acesso ao local e registaram-se falhas, tanto a nível dos alertas como na divulgação de informação. Na altura, a ligação à imprensa foi assegurada pelo presidente da Câmara Municipal da Chamusca, no âmbito das suas competências na área da protecção civil. Foi também a Sérgio Carrinho que recorreram responsáveis de outras empresas instaladas no Eco-Parque bem como o responsável pela Agência Portuguesa do Ambiente para se inteirarem do que se estava a passar.O último incêndio noticiado por O MIRANTE ocorrido nas instalações da Ribtejo tinha acontecido em 20 de Junho de 2009, numa altura em que não estava ninguém a trabalhar no local. Na altura foi dito que a empresa já tinha implementado um sistema de vigilância permanente e que tinha adquirido um carro especial com capacidade para 3.000 litros de espuma para um ataque rápido e directo a situações como a que acontecera. O MIRANTE contactou a directora técnica do aterro para obter informações sobre as questões relacionadas com a segurança mas não obteve resposta ao e-mail enviado, até ao fecho desta edição. A Inspecção-Geral da Agriculturas do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, IGAMAOT, questionada por O MIRANTE sobre a situação operacional da Ribtejo, respondeu, através do Subinspector-Geral, Nuno Miguel Soares Banza, dizendo que tomou conhecimento directo do incêndio e que está “a acompanhar a situação a fim de assegurar a legalidade de todo o processo subsequente a um incidente deste tipo”. No mesmo ofício é ainda dito que têm sido feitas acções inspectivas “no âmbito do procedimento de análise de risco ambiental” que é desenvolvido por aquela entidade mas não são dados quaisquer dados sobre o resultado das mesmas. As únicas contra-ordenações tornadas públicas relativamente a infracções ambientais da responsabilidade da empresa remontam ao período entre 2004 e 2008. Uma delas foi punida com uma coima no valor de 60 mil euros.

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