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Lúcido Manuel Serra d’Aire

Edição de 26.02.2014 | E-mails do outro mundo
Fiquei estarrecido com o atrevimento da PSP de Vila Franca de Xira que cometeu o sacrilégio de multar carros de autarcas que se encontravam mal estacionados junto a uma escola da cidade. É por estas e por outras que os portugueses mais qualificados e competentes estão cada vez mais renitentes em abraçar a causa pública. Está um tipo a trabalhar para salvar o país ou o concelho, deixa o carro em segunda fila ou em cima do passeio porque não há tempo a perder à procura de um lugar e zás!!, leva uma talhada da polícia, insensível à delicada e nobre missão que esses voluntariosos cavalheiros têm em mãos. Não há respeito! Que os polícias furem barreiras de segurança e subam as escadarias da Assembleia da República ainda vá que não vá, desde que deixem o local conforme o encontraram e não perturbem os prolixos trabalhos parlamentares. Outra coisa é irem ao bolso de pessoas que se dedicam a gerir o erário público com a mestria e abnegação por todos reconhecidas. Vamos lá ter tino, por favor.O muito aplaudido regresso de Luís Ferreira à Assembleia Municipal de Tomar é um bálsamo para quem faz do corte na casaca ocupação, como é o nosso caso. O facto de também ser chefe de gabinete e companheiro da presidente da câmara são pormenores que não vêm ao caso e que pouca importância têm. O que interessa é que Luís Ferreira vai assim ter oportunidade de fiscalizar na assembleia municipal o seu próprio trabalho na câmara (pois algumas das ideias que têm sido postas em prática pela autarquia só podem ser dele), o que certamente lhe irá dar algum trabalho. E não estou certo de que na pele de autarca consiga perceber muito bem o que defende enquanto chefe de gabinete. Mas isso é normal em casos de dupla personalidade política ou de bom jogo de cintura, ou não tivesse eu já visto autarcas na Assembleia Municipal de Santarém a votarem contra propostas de que eles próprios eram subscritores. E fizeram-no sem se rirem nem corarem.Temos mais um Carnaval à porta e adivinha-se mais um surto gripal para as pobres figurantes que são obrigadas a desfilar em trajes menores para que a coisa tenha um cheirinho a Brasil. Confesso que me arrepio mais do que me entusiasmo a ver as pobres donzelas em pele de galinha, todas arreganhadas, a sacudir a bunda ao som das xaropadas musicais da época. Acho que é hora de seguirmos o bom exemplo da Venezuela, onde o presidente Maduro decidiu no ano passado que o Natal começava em Novembro. Por cá não é preciso chegar a tanto, mas bem podiam adiar o Carnaval lá para a altura dos santos populares para evitar males maiores.Depois do Equuspolis na Golegã, temos agora o campus tauromáquico em Azambuja. Dizem que o latim é uma língua morta, mas pelos vistos na região já ressuscitou. E há também os very british Tagusvalley em Abrantes e Valleypark no Cartaxo, por exemplo, que dão uma sonoridade cosmopolita a esses parques de negócios. Ou seja, começa a ser cada vez mais difícil associar o nome à função. Mas que interesse tem isso se comparado com o sainete que proporciona?Saudações carnavalescas do Serafim das Neves

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