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Cristina Saramago

Assistente técnica de biblioteca, 40 anos, Chamusca

“Sempre vivi na Chamusca e por cá pretendo continuar. Na cidade existe muito mais barulho, o ar é irrespirável e aqui tenho qualidade de vida. A Chamusca é tudo para mim e para a minha família. Só a trocaria por outra terra se isso fosse determinante para a minha vida e bem estar dos meus filhos”* * *“Trabalho na biblioteca há 18 anos, gosto do trabalho que faço, mas não gosto de ler, embora reconheça que ler é importante e aconselhe os meus filhos a ler. É um defeito muito grande”

Edição de 28.05.2014 | Agora falo eu
Passar férias a acampar faz parte dos seus planos?De momento não. Já acampei quando era adolescente. Foi mesmo campismo selvagem. Guardo boas recordações, mas para já não tenho intenções de repetir, não foi uma grande experiência. Gosto mais de ir para uma casinha onde tenha tudo à minha disposição.Com que político gostava de almoçar?Talvez com o Passos Coelho, mas não acredito que a conversa lhe agradasse. Ele ia sair dali com uma grande azia e poderia mesmo ter uma indigestão (risos).Vai à missa?Sou católica, mas não costumo ir à missa. Vou em dias de festa. A fé é algo de muito pessoal, sou o que se chama uma católica não praticante.Com o preço da gasolina já pensou em trocar o carro pela bicicleta?Por mim já troquei há muito tempo. Tenho carta mas não conduzo. No início apanhei um grande susto e nunca mais conduzi. Gosto de andar de bicicleta de vez em quando, mas por lazer. Ando mais a pé.No Verão um prato de caracóis com uma cerveja cai sempre bem?Sim, não tenho qualquer repulsa por caracóis. Gosto muito e uma cervejinha fresquinha no Verão sabe sempre bem.Tem mau feitio?Já fui mais intempestiva, mas com a idade aprendemos a ser mais calmos. Por vezes, o melhor mesmo é nem reagir a determinada situação. Acredito que não tenho mau feitio, dou-me bem com toda a gente.A Ascensão é?Na Chamusca, é claro! Só na Chamusca se vive a ascensão em todo o seu esplendor.É frequentadora assídua da festa?Sem dúvida que sim. Sou fã da festa brava e não falto a nenhum espectáculo desses. Ou não fosse eu neta e filha de homens que toda a sua vida lidaram com toiros e cavalos. Quem não se recorda da família Carapinha ligada à campinagem?Acha que a Semana da Ascensão deste ano já entrou no ritmo certo?Ainda está no início. Já vi que existem algumas modificações, mas ainda é cedo para fazer um balanço ou uma crítica. É preciso viver a Quinta-Feira de Ascensão, para então fazer o seu balanço.Vive a Quinta-Feira de Ascensão de forma intensa?Sim. Levanto-me muito cedo, vou apanhar a espiga, passo pela bênção dos produtos da terra, participo com grande entusiasmo na entrada de toiros e até vou à tradicional corrida de toiros da Ascensão. É um grande dia para mim e para a Chamusca!Costuma meditar?Muitas vezes. Medito mais nos problemas dos meus filhos, que afinal também são os meus. Mas às vezes também dou por mim a pensar nos problemas dos outros que afinal também são os nossos.Qual o maior susto que já apanhou?Foi num dia em que o meu filho se engasgou com um vómito. Ficou sem respirar, foi um momento de angústia. Estava só e acabei por fazer aquilo que sempre ouvi falar. Voltei-o de cabeça para baixo e bati-lhe nas costas. Felizmente ele reagiu bem e a minha angústia acabou por passar.Pratica desporto?Todas as semanas faço uma caminhada juntamente com os amigos do grupo Night Runners. E aos fins-de-semana, se tiver tempo, junto-me de novo ao grupo. Manter a boa forma física, até por uma questão de saúde, é importante para mim e para os meus filhos, que levo sempre comigo.Quando se reformar também vai ter uma horta?Já tenho uma no meu quintal, onde planto alguns hortícolas. É uma coisa pequena mas dá para saborear umas alfaces, uns espinafres, uns tomates e pepinos cultivados por mim. São produtos biológicos.Nunca pensou em trocar a Chamusca por uma grande cidade?Sempre vivi na Chamusca e por cá pretendo continuar. Na cidade existe muito mais barulho, o ar é irrespirável e aqui tenho qualidade de vida. A Chamusca é tudo para mim e para a minha família. Só a trocaria por outra terra se isso fosse determinante para a minha vida e bem estar dos meus filhos.Já pensou em escrever um livro?É algo em que nunca pensei (risos). Por curioso que seja, digo-lhe que trabalho na biblioteca há 18 anos, gosto do trabalho que faço, mas não gosto de ler, embora reconheça que ler é importante e aconselhe os meus filhos a ler. É um defeito muito grande.

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