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Vice-Campeã de Azambuja sonha com ida à selecção de Taekwondo

Vice-Campeã de Azambuja sonha com ida à selecção de Taekwondo

Alexandra Rocha destaca-se pela dedicação e assiduidade aos treinos
Edição de 28.05.2014 | Desporto
Alexandra Rocha sagrou-se vice-campeã nacional de taekwondo na categoria sub-21 e continua a sonhar com uma chamada à selecção nacional da modalidade. A desportista alcançou a prata no Campeonato Nacional que teve lugar em Vila Nova de Gaia. “Quando treinamos e nos dedicamos queremos sempre alcançar o patamar mais alto”, diz a atleta do Grupo Desportivo de Azambuja, que tem obtido vários pódios ao longo da época e que compete pelo clube há quatro anos. Apesar de ser difícil representar a selecção, a atleta natural do Carregado está bem classificada no ranking nacional. Alexandra diz que com a sua entrada no curso de fisioterapia da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa ficou com menos tempo de descanso, mas não com menos tempo para o taekwondo. Diz que está na sua melhor forma para lutar por Portugal. “Para o resto dos colegas, a Alexandra é um exemplo de dedicação e assiduidade”, refere o mestre João Silva.A atleta sempre se interessou por artes marciais e ficava chateada com os pais quando em tenra idade a colocavam na natação em vez de a inscreverem no taekwondo. Aos dez anos, foi-lhe detectado um problema de crescimento e o médico recomendou que praticasse um desporto que estimulasse a actividade física. Começou num clube no Carregado mas aos 15 anos viu que não estava a evoluir e que os treinos eram demasiado repetitivos. “Fiquei um tempo parada mas sempre com vontade de competir. Quando vim assistir a um treino no GDA fiquei logo entusiasmada e desde daí não mais parei”, recorda Alexandra que treina cinco vezes por semana. Na modalidade a atleta encontra não só uma forma de se manter saudável mas também de conviver com outros desportistas. “Apesar de combatermos e de todos quererem ganhar, fora das provas damo-nos todas bem”, afirma Alexandra, salientando que o nervosismo nas lutas já não a atinge tanto como antigamente. “Em combate o mais difícil é manter o nível de concentração. Temos de estar com atenção ao que o mestre diz, à pontuação, pensar no que vamos fazer, pensar no que o outro vai fazer a ainda tentar ouvir alguma coisa do que os outros mestres dizem às adversárias”, diz. As grandes exigências da competição são as dietas e a manutenção do peso ideal. A atleta compete nos -53 quilos e tem cuidados com a alimentação como não jantar depois dos treinos. “Houve uma prova em que a pesagem indicou que tinha um quilo a mais mas depois com uma corrida consegui entrar no peso certo e competir”, conta. Alexandra faz parte dos vinte atletas que formam a secção de taekwondo do GDA que é considerada das melhores equipas do distrito de Lisboa. “Temos tido bons resultados a todos os níveis e temos vários campeões nacionais”, frisa o mestre João Silva, que também treina os atletas da União de Desporto e Recreio de Vila Nova da Rainha. “A ideia de formarmos uma escola está de pé. Para desta forma podermos agrupar os alunos dos dois clubes. No entanto, também necessitamos dos apoios que as colectividades nos dão porque não temos condições de nos mantermos sozinhos”, conclui o mestre.
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