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Autarcas da Lezíria querem mudanças na administração do Hospital de Santarém

Em causa está a perda de qualidade do serviço prestado
Edição de 28.05.2014 | Sociedade
Os onze presidentes de câmara que integram a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) estão descontentes com a qualidade de serviço do Hospital Distrital de Santarém e dizem que, a manter-se a actual situação, a administração da unidade de saúde liderada por José Josué deve ser substituída. O presidente da CIMLT - falando em nome de todos os autarcas após uma reunião do conselho intermunicipal realizado esta terça-feira - refere que existe uma grande preocupação sobre a actual gestão do hospital que se tem reflectido, na sua óptica, na perda de qualidade dos serviços prestados. Pedro Ribeiro, que é também o presidente da Câmara de Almeirim, em declarações a O MIRANTE, diz que “a perda de qualidade do atendimento, os tempos de espera e a diminuição dos profissionais não podem ser atribuídas unicamente às contenções orçamentais”, entendendo que a administração tem uma grande responsabilidade.Recorde-se, conforme O MIRANTE já noticiou, que por vezes a Viatura Médica de Emergência e Reanimação está inoperacional por falta de médicos e que há períodos em que os doentes urgentes chegam a esperar mais de oito horas para serem atendidos nas urgências. A CIMLT entretanto vai pedir uma reunião com carácter de urgência ao presidente do conselho de administração do hospital na qual quer também ouvir as posições dos directores dos vários serviços da unidade. Pedro Ribeiro diz que os municípios da Lezíria também estão preocupados com a situação dos centros de saúde, pelo que vão igualmente pedir uma reunião com a directora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria, Paula Rodrigues.Petição pública reclama revogação de portaria do GovernoNo dia anterior a essa tomada de posição, tinha sido tornado público que os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Santarém, Ricardo Gonçalves e António Pinto Correia, respectivamente, eram os primeiros subscritores de uma petição pública na Internet “a favor da revogação” da portaria assinada pelo secretário de Estado da Saúde que veio classificar os hospitais públicos do país em diferentes categorias e pode implicar a perda de algumas valências nas unidades da região.Os autores da petição, ambos eleitos pelo PSD, recordam que “muitos dos Hospitais e Centros Hospitalares nacionais servem populações de territórios de interior e de baixa densidade, com dificuldade em aceder a transportes e em suportar os custos que lhe estão associados, como são exemplos o Hospital de Santarém e o Centro Hospitalar do Médio Tejo (que engloba os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas)”. Os subscritores requerem por isso ao ministro da Saúde “que possa proceder à revogação da Portaria n.º 82/2014, de 10 de Abril, encetando um debate alargado sobre a classificação dos estabelecimentos, respectivas valências e rede de referenciação”. E solicitam que, “em caso de não se proceder a tal revogação”, a presidente da Assembleia da República possa agendar a petição para discussão em plenário da Assembleia da República.

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