
Festival de Gastronomia de Santarém quebrou tendência de perda de visitantes
Edição deste ano contou com mais entradas pagas do que em 2013, mas também teve mais uma semana de duração
A edição deste ano do Festival Nacional de Gastronomia, que decorreu na Casa do Campino em Santarém entre 17 de Outubro e 2 de Novembro, registou 35.946 entradas pagas e um total de 40.884 visitantes, números que representam um acréscimo relativamente à edição de 2013 (que teve menos uma semana) mas estão longe dos anos das grandes enchentes. Mesmo assim, o vereador Luís Farinha (PSD), um dos responsáveis pela organização do evento, faz um balanço positivo do evento embora entenda que o aumento da duração do festival para 17 dias deve ser reanalisada - “porque se para os restaurantes é bom, para os expositores e o artesanato já não é tanto”, considerou, acrescentando que houve alguns expositores que recusaram participar devido a esse facto.Luís Farinha concordou com os vereadores da oposição quanto à necessidade de se fazerem algumas alterações no figurino do festival, mas sem comprometer o modelo que lhe deu origem e inspirou outras iniciativas semelhantes no país. No mesmo sentido pronunciou-se o presidente da câmara, Ricardo Gonçalves (PSD), que aceita realização de mudanças, “mas devagar”. “Temos de fazer uma análise do que correu bem e menos bem. O Festival de Gastronomia ainda é uma referência nacional e queremos que continue a sê-lo”, declarou Ricardo Gonçalves, garantindo que para a próxima edição vão ser feitas mais algumas alterações e manifestando a esperança de que no próximo quadro comunitário de apoio haja dinheiro para esse tipo de projectos.Uma declaração de intenções que vai ao encontro das posições expressas pela oposição na última reunião de câmara, onde Francisco Madeira Lopes (CDU) afirmou que o festival “está estagnado” e “precisa de ideias mais arrojadas e de mudar o seu figurino”, referindo ainda que a edição 2014, vista como “ano zero” da renovação, “não inspirou grande confiança para o que aí vem em 2015”.Já Ricardo Segurado (PS) declarou que continua a não existir uma “ligação real” do festival à cidade, apesar de reconhecer que foram feitos alguns esforços nesse sentido, como a oferta de entrada no Museu de Arte Sacra da Diocese com o bilhete do festival. “Deve ser ponderado como o Festival de Gastronomia deve ser vivido por toda a cidade. Porque o comércio nada ganha com ele, tal como os restaurantes, obviamente...”, disse o autarca socialista, que elogiou o trabalho do vereador Luís Farinha e pediu ao presidente da câmara que desse conhecimento ao executivo das contas da edição deste ano assim que seja possível.

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