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Médio Tejo escolhida como região piloto para impulsionar segmento do Turismo Militar

Médio Tejo escolhida como região piloto para impulsionar segmento do Turismo Militar

Protocolo assinado entre o Instituto Politécnico de Tomar e Ministério da Defesa cimenta projecto que se pretende estender a todo o território nacional.

Edição de 19.11.2014 | Sociedade
A região do Médio Tejo, com o epicentro no concelho de Vila Nova da Barquinha, foi a escolhida pelo Governo, a par de Lisboa e Elvas, como zona piloto para implementar um conjunto de circuitos e itinerários no segmento do Turismo Militar. A assinatura de um protocolo de colaboração, na manhã de sexta-feira, 14 de Novembro, entre o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, veio ajudar a cimentar um objectivo “há muito delineado”, de acordo com as palavras do presidente do IPT, Eugénio Pina de Almeida. A marca “Turismo Militar” já está criada e registada pelo Governo.O protocolo possibilita um “intercâmbio técnico” entre IPT e Ministério da Defesa com o objectivo de “conferir atractividade ao património nacional”, potenciando turisticamente, por exemplo, fortificações, castelos, unidades militares, campos de batalha, necrópoles ou até propriedades de privados que queiram associar-se a este movimento. Para tal, a academia vai poder aproximar-se das instituições militares, podendo estudar os problemas e os pontos de vista de quem está no terreno para conseguir tornar esse património visitável. Estão previstas, por exemplo, acções de investigação e desenvolvimento de marcas e produtos na área do património turístico-militar, dado que em Portugal existe bastante património afecto ao Ministério da Defesa por explorar.Eugénio Pina de Almeida referiu que as ofertas formativas que o IPT proporciona, designadamente em Conservação e Restauro, Fotografia, Artes Gráficas e Cinema Documental podem vir a ser úteis no desenvolvimento turístico para segmentos de mercados exteriores, como é o caso do Turismo Militar. “Portugal tem recursos turísticos notáveis e uma riqueza patrimonial, material e imaterial. Grande parte dessa história é a história militar, cuja riqueza tem que ser partilhada e foi assim que nasceu o projecto de Turismo Militar sob a coordenação do professor Luís Mota Figueira e mestre João Pinto Coelho, em ligação com a nossa licenciatura em Gestão de Turismo Cultural”, disse. Eugénio de Almeida acrescentou que a viabilização deste projecto conduziu o IPT a uma forte ligação ao Exército, nomeadamente, à Escola de Tropas Pará-quedistas e à Brigada de Intervenção Rápida. Salientou ainda o empenho do presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, no projecto que começou a ganhar forma em 2011/1012.Berta Cabral, que esteve na cerimónia em substituição do Ministro da Defesa, Aguiar Branco, apresentou aos presentes o logótipo da marca “Turismo Militar”, sublinhando que ostenta “linhas simples e direitas aliadas a um lettering futurista”. A governante referiu que o protocolo assinado “testemunha” a vontade de colaboração entre duas entidades, aliadas a outros parceiros, com especiais responsabilidades e também com “pergaminhos” na área do Turismo Militar, marcando uma nova etapa no desenvolvimento deste segmento turístico. “O investimento nesta marca é estratégico para o país pelo que, paralelamente, vai ser constituída uma Associação de Turismo Militar, sem fins lucrativos, visando promover o património histórico e militar em todo o território nacional”, revelou.
Médio Tejo escolhida como região piloto para impulsionar segmento do Turismo Militar

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