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Rui Sena é o novo director do Teatro Virgínia em Torres Novas

Sucede no cargo a Tiago Guedes que foi dirigir, em Julho deste ano, o Teatro Municipal do Porto - Rivoli
Edição de 19.11.2014 | Sociedade
Continuar a dar ao Teatro Virgínia, em Torres Novas, a elevada qualidade que este apresentou nos últimos dez anos contribuindo com o seu cunho pessoal, é um dos objectivos de Rui Sena, o novo director artístico do equipamento cultural de Torres Novas. O nome foi revelado durante uma cerimónia realizada a 14 de Novembro, que contou com a presença do presidente da autarquia, Pedro Ferreira, do vice-presidente, Luís Silva e da vereadora da Cultura, Elvira Sequeira. Rui Sena, 62 anos, sucede no cargo a Tiago Guedes que foi dirigir, em Julho, o Teatro Municipal do Porto - Rivoli. “Agradeço a confiança depositada em mim e realçar a importância do trabalho que tem sido feito em Torres Novas, em relação à cultura, uma das áreas mais atacadas pela crise”, disse Rui Sena.O novo director artístico do teatro municipal de Torres Novas nasceu na Covilhã e é licenciado em Estudos Teatrais pela Universidade de Évora. A equipa de trabalho do Teatro Virgínia não foi esquecida pelo novo director que teceu rasgados elogios ao empenho dos que, “sendo a parte invisível dos espectáculos”, têm contribuído decisivamente ao longo dos anos para fazer do teatro Virgínia um equipamento de notoriedade a nível nacional. “Fui acolhido da melhor maneira em Torres Novas. Sempre me atraíram as cidades de média dimensão em Portugal porque é aqui que podemos contactar com as associações, com as comunidades mais interessadas e promover uma ligação mais directa, fazendo um bom trabalho e também, por isso, dou valor especial ao lado criativo”, disse.O presidente da câmara, Pedro Ferreira, revelou que o nome de Rui Sena foi escolhido “após um período de reflexão e depois de algumas conversas com antigos programadores deste equipamento”, dado que a autarquia tinha em cima da mesa várias propostas. “É um novo e importante passo para dar continuidade a uma grande programação que tem acontecido, nos últimos anos, neste espaço”, disse, garantindo que não são as dificuldades financeiras que vão impedir que a autarquia continue a apostar a cultura.“Sem desprestígio para o Rui Sena, iremos continuar a contar com a colaboração graciosa e despretensiosa mas, sobretudo, com muita paixão, do ex-programador João Aidos, o primeiro programador do teatro depois da sua recuperação”, confidenciou Pedro Ferreira. O autarca frisou que o novo director artístico tem que saber “valorizar” a programação que já está preparada até determinada altura e começar a pensar noutra sem esquecer a ligação às parcerias estabelecidas com colectividades e empresas do concelho, não esquecendo as iniciativas culturais da autarquia.O currículo de Rui Sena é vasto e remonta aos tempos da licenciatura em Estudos Teatrais pela Universidade de Évora e à fundação da Quarta Parede - Associação de Artes Performativas da Covilhã, não sendo esquecida a importância no seu trajecto da direcção artística do Festival Y - Festival de Artes Performativas, desde 2003, bem como do “1º andar - Mostra de Criadores Emergentes”, desde 2009. Foi, em 2013/2014 coordenador do “Nós-Projecto de acção social e artística”, integrado no Programa Cidadania Activa, financiado pelo EEA Grants e gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian. A passagem por Bolonha, Itália, em 2006, a propósito de um estágio no Teatro di Vita sob a orientação de Stefano Casi, foi um dos momentos destacados pelo próprio no momento em que se apresentou ao público numa nova etapa da sua vida.

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