
Vialonga completa 63 anos com nova direcção e objectivos
Emblema foi campeão da 2ª divisão distrital de futebol e quer manter o caminho dos triunfos
Maior parte da nova direcção transita do anterior mandato porque não aparecem candidatos aos cargos. Carolice ainda é a base do trabalho no clube.
O Grupo Desportivo de Vialonga, no concelho de Vila Franca de Xira, celebrou, na passada semana, o seu 63º aniversário e, em simultâneo, teve lugar a tomada de posse dos novos órgãos directivos. As caras pouco mudaram, pois não apareceu qualquer lista concorrente à direcção, pelo que Amílcar Carvalheiro assumiu novamente a pasta de presidente, que já detém há 15 anos. “Este dia é uma alegria e uma tristeza, porque é um dia de festa de aniversário do clube, mas uma tristeza porque muitos dizem mal e quando há eleições não aparecem listas. Pelos estatutos somos obrigados a ficar. É preciso ser um pouco doido para andar no associativismo, porque prejudicamos a vida particular e a financeira. É só carolice”, salientou.Num salão com a presença de alguns associados, a tomada de posse teve uma cara nova, a do presidente da mesa da assembleia geral, Paulo Ganhão, que aos 37 anos assume um papel que encara como um dever de cidadão.“É um orgulho para mim, porque sou de Vialonga e porque iniciei a minha actividade desportiva no Vialonga, no futebol e no futsal. Acredito no clube, no projecto e julgo que tem de ter o máximo de ajuda possível por aporte dos residentes e sócios”, justificou Paulo Ganhão.Os dois são agora os rostos mais visíveis de um projecto que começa a dar frutos. Na época transacta, o emblema foi campeão da 2ª divisão distrital de Lisboa em futebol e também triunfou em futsal. Ambas as modalidades subiram à respectiva divisão de honra. “As pessoas não querem assumir e na hora de vir para aqui dão sempre desculpas. Já sentimos que devia haver mudança. Temos projectos para acabar como as bombas de gasolina, o arrelvamento do ringue e queríamos deixar a casa arrumada. Temos mais dois anos pela frente”, explicou Amílcar Carvalheiro.O clube vive essencialmente dos apoios recebidos da câmara municipal, da junta de freguesia e das quotizações dos cerca de mil associados. Por isso, os objectivos são os de manter um percurso estável. “Para o futebol temos cerca de 15 mil euros de orçamento, para tudo, onde se inclui futebol, futsal, patinagem artística, karaté, ginástica, natação e kickboxing, são cerca de 40 mil”, explicou.A aposta na formação é um vector que vai ter cada vez mais peso na instituição, até porque os jogadores não recebem ordenados, apenas ajudas no combustível em casos específicos. “Actualmente, temos metade da equipa da cantera. É um dos projectos que temos e este ano sobem mais quatro juniores”, frisou, referindo-se ao futebol.

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