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Porto de contentores na Castanheira do Ribatejo continua encalhado

Processo está ainda em apreciação das diferentes entidades para emissão de pareceres

Já passaram cinco anos desde que foi anunciada a intenção de construir um cais de transporte fluvial de contentores na Castanheira do Ribatejo, mas tudo ainda não passou de uma miragem, tal como acontece com a plataforma logística, que fica logo ao lado.

Edição de 16.09.2015 | Economia
A construção de um novo porto de carga de contentores na Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, anunciado para 2013, nunca se concretizou e todo o projecto parece estar em banho-maria. Nenhuma obra foi feita no local nem tão pouco o assunto voltou a ser conversa nos corredores de decisão. Quem vive na Castanheira teme que este venha a ser mais um projecto fantasma como a vizinha plataforma logística, que continua transformada num descampado. Segundo explica o presidente da câmara, Alberto Mesquita, o projecto não está esquecido mas está ainda em apreciação junto das entidades que têm de emitir pareceres favoráveis à sua instalação. “Continuamos a trabalhar com o proprietário do terreno que ali quer instalar o cais, encaramos o projecto com bastante interesse e faremos o que estiver ao nosso alcance para que seja uma realidade”, garante o autarca.O porto de contentores da Castanheira é promovido pela Companhia do Porto da Castanheira, empresa constituída em Junho de 2011 com sede no Largo do Corpo Santo em Lisboa, que se apresenta como empresa de transportes e de armazenagem vocacionada para o transporte de mercadorias por vias navegáveis interiores. O investimento no cais da Castanheira representaria “bastantes milhões de euros”, como anunciara a anterior presidente da câmara, Maria da Luz Rosinha. Visava a possibilidade de descarregar mercadorias transportadas pelo Tejo em barcaças, escoando-as depois de comboio ou camião pela auto-estrada, sendo também possível realizar o carregamento de produtos manufacturados pela indústria ribatejana para enviar para outras zonas e mercados.O projecto foi encarado como uma boa ideia logo aquando do lançamento das obras da vizinha plataforma logística, com o grupo que explorava a plataforma, a Abertis, a suportar os primeiros estudos de implantação de um cais de contentores, feitos em articulação com a Administração do Porto de Lisboa (APL) e com a Rede Ferroviária Nacional. As conclusões foram favoráveis e a APL afirmou ser viável esse transporte de mercadorias, em barcaças, ao longo dos 40 quilómetros do Tejo que separam a Castanheira de Lisboa. Há cinco anos a APL chegou mesmo a divulgar um estudo sobre a multifuncionalidade do Porto de Lisboa, em que realçava as virtudes do transporte fluvial entre Lisboa e a Castanheira, mas depois nada evoluiu.Na última reunião da Câmara de Vila Franca de Xira, Nuno Libório, vereador da CDU, quis saber o ponto de situação do projecto por considerar que não haver obras à vista é uma “má notícia” para os habitantes da Castanheira. Uma terra que, no passado, já teve de lidar com a dura realidade dos dez mil empregos prometidos pela plataforma logística nunca terem sido criados.

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