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Unicer vai fechar mais uma fábrica em Santarém

Unicer vai fechar mais uma fábrica em Santarém

Depois da cervejeira encerrada em 2013, segue-se uma unidade de produção de refrigerantes

A unidade da Rical tem cerca de 70 trabalhadores e deve cessar a laboração até Maio de 2016.

A Unicer vai fechar o centro de produção de refrigerantes, em Santarém, conhecida como fábrica da Rical, que emprega cerca de 70 trabalhadores. A revelação foi feita pelo dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab), Rui Matias. Os trabalhadores foram informados na manhã de 8 de Outubro da intenção da administração de fechar as portas da Rical - Empresa Produtora de Refrigerantes e Águas até Maio de 2016.“Estamos muito preocupados. A notícia é brutal para 150 famílias”, afirmou o sindicalista, adiantando que a administração da Unicer terá apresentado a possibilidade de uma dezena de trabalhadores poderem ser integrados na unidade de Leça do Balio, Matosinhos.Na reunião com os trabalhadores, os responsáveis da Unicer terão ainda referido a possibilidade de uma empresa localizada na imediações poder vir a empregar 20 a 25 trabalhadores que entretanto serão dispensados, referiu Rui Matias. “Vamos acompanhar o processo para ver como se desenrola, quais as razões apresentadas pela administração e condições dadas aos trabalhadores”, adiantou.A Unicer comunicou na quinta-feira, 8 de Outubro, a decisão de encerrar a unidade de produção e enchimento de sumos e refrigerantes em Santarém (ex-Rical), onde trabalham 70 pessoas, alegando quebras nas vendas para o mercado angolano. Uma decisão que muita gente tem dificuldade em compreender. Na última reunião do executivo, o presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), diz que só foi avisado pelo conselho de administração da Unicer em cima do acontecimento, tendo-lhe transmitido a sua insatisfação pela forma como o processo decorreu.O autarca diz que enviou na sexta-feira algumas questões para o Ministério da Economia relacionadas com fundos comunitários que a empresa terá recebido para investimentos nas suas instalações em Santarém, que agora sofrem mais um rude golpe. Uma situação que também foi mencionada pelos vereadores Francisco Madeira Lopes (CDU) e Ricardo Segurado (PS). “Importa saber o que acontece às empresas que beneficiam de fundos comunitários e passado algum tempo encerram”, declarou o socialista.Francisco Madeira Lopes (CDU) referiu, entre outras considerações, que se trata de “mais um duro golpe para a zona industrial de Santarém”. Acrescentou que, com esta medida, a presença da Unicer na cidade parece ficar “resumida a uma mera plataforma logística, sem qualquer actividade produtiva”. Questionou também se a situação ainda pode ser revertida e disse que uma conclusão pode ser já retirada: “A Câmara de Santarém foi incapaz de evitar o encerramento”.Ricardo Segurado (PS) disse que “infelizmente a história repete-se” e que “os trabalhadores e suas famílias voltam a viver um filme que em 2013 já tinha rodado no concelho de Santarém”. E também perguntou o que tem sido feito pela autarquia para evitar que situações dessas aconteçam. “Pelos vistos a Unicer já só se vai servir de Santarém para levar a água”, criticou.Recorde-se que, em 2013, a Unicer encerrou a sua fábrica de cerveja em Santarém, deslocalizando a produção para Leça do Balio, como parte do projecto de consolidação industrial das cervejas da empresa para melhorar a eficiência e competitividade da empresa.
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