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Azulejos da ermida de São Romão à espera de dinheiro para serem recuperados

Azulejos da ermida de São Romão à espera de dinheiro para serem recuperados

Azulejaria do século XVII está em risco de cair e se danificar. Município de Vila Franca de Xira anuncia trabalhos e candidatura conjunta com a paróquia para evitar danos maiores.

Edição de 02.12.2015 | Sociedade
O município de Vila Franca de Xira e o patriarcado de Lisboa estão a preparar uma candidatura conjunta a fundos financeiros para tentar recuperar e salvar algum do património azulejar da ermida de São Romão, situada no alto de São Romão, em São João dos Montes.A informação foi avançada pelo vice-presidente do município, Fernando Paulo Ferreira (PS), na última reunião pública de câmara, depois de questionado pelo vereador Nuno Libório (CDU) sobre o que tem sido feito no sentido de salvaguardar aquele património. “Já tive uma reunião com o padre de Alhandra porque alguns azulejos têm-se soltado. Estamos a preparar uma candidatura conjunta com o patriarcado para tentar intervir nos azulejos que estão em risco de queda. Há uma grande expectativa sobre esta matéria e veremos como vamos evoluir”, informou Fernando Paulo Ferreira.O momento recente da ermida de São Romão é uma história de abandono e degradação. Em 2009 o púlpito chegou mesmo a ameaçar ruir e teve de ser escorado à pressa com tábuas de madeira. Segundo a câmara têm sido feitos investimentos combinados entre o município e a paróquia, visando a reparação do púlpito, altar mor da capela e recuperação das figuras religiosas ali existentes. Em 2009, quando O MIRANTE reportou o problema, já a capela estava há mais de cinco anos à espera de obras de recuperação e a população não gostava do que via. Uma das preocupações na altura era o facto do espaço não ter vigilância e a porta da ermida ser demasiado frágil para impedir a entrada de ladrões, problema entretanto superado.No passado a Câmara de Vila Franca de Xira chegou a ceder um andaime e equipas técnicas para acondicionar alguns dos azulejos que caíram. Mas quem guardava as chaves da ermida há mais de 40 anos tinha dúvidas de que esse trabalho estivesse a ser bem feito. “Alguns azulejos foram retirados e colocados de qualquer maneira a um canto. As pessoas que a câmara mandou nem sequer os numeraram para saber de onde eram. Quando forem para os repor vai ser um problema”, criticava na altura Leonor Cabaço, moradora.A ermida de São Romão é propriedade do patriarcado, que já entregou várias candidaturas na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR) para a obtenção de financiamento para as obras de recuperação dos azulejos e do púlpito. Só para os trabalhos de recuperação estimava-se que seriam precisos mais de 130 mil euros.
Azulejos da ermida de São Romão à espera de dinheiro para serem recuperados

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