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Dar voz à paixão pela música

Dar voz à paixão pela música

São quatro jovens entre os 10 e os 16 anos que cultivam o gosto pela música cantando até que a voz lhes doa. Integram o Coro Juvenil do Orfeão de Almeirim e o Coro Juvenil do Conservatório de Música de Santarém e O MIRANTE falou com eles durante um encontro de grupos juvenis que decorreu recentemente em Almeirim.

Edição de 08.06.2016 | Cultura e Lazer

João Carvalho, 16 anos, decidiu entrar para o Coro Juvenil do Conservatório de Santarém porque estava no ensino articulado de música e tinha de escolher entre ir para o coro ou ter uma aula de classe de conjunto a que queria fugir. Depois de entrar no grupo coral percebeu que afinal era mesmo aquilo que queria. O que o motiva a continuar no coro é a amizade que se criou entre todos os elementos, que “parecem uma família”.
João adora cantar, adora música e fica muito satisfeito quando o público reconhece o trabalho do colectivo vocal. Não tem noção de quantos espectáculos já fez, mas a cena mais divertida de que se lembra foi quando fizeram um medley de Queen e um colega seu foi para a frente do palco imitar Freddy Mercury, antigo vocalista do grupo inglês já falecido. “Foi um espectáculo dentro do espectáculo, em que toda a gente vibrou com muitas gargalhadas à mistura”, conta.
Os amigos de vez em quando chamam-lhe menino do coro “mas é a brincar e a meterem-se comigo, não levo isso a mal”, conta o jovem coralista. No futuro não está a pensar seguir uma carreira musical e quer seguir economia, “talvez gestão ou qualquer profissão ligada a essa área”, refere.
Madalena Viegas, 13 anos, sempre gostou muito de cantar e queria partilhar a sua voz com os outros, por isso, decidiu ir para o coro há cerca de três anos, “também para evoluir”. Contaram-lhe que o Orfeão de Almeirim tinha um coro e decidiu experimentar. Madalena vive em Benfica do Ribatejo, concelho de Almeirim. O que mais gosta é do convívio dos ensaios e quando saem para actuar em espectáculos. No futuro não quer que a sua profissão esteja ligada à música mas sim a “qualquer coisa ligada à medicina”. A música é apenas um passatempo.
Já Mariana Morais, 16 anos, de Santarém, quer seguir uma carreira ligada à música. Não tem uma preferência mas diz que tem que ser qualquer coisa que seja em grupo. “Odeio estar sozinha a fazer o que quer que seja”. Mariana sempre quis entrar para o coro mas nunca teve oportunidade porque “só alguns eram escolhidos”. Quando em 2013 abriram vagas viu que o seu momento tinha chegado e tem sido “uma experiência fantástica”. O que mais gosta no coro é do trabalho de equipa que é desenvolvido. Cada um tem a sua função e o resultado final é maravilhoso. “Todos trabalham para o mesmo objectivo”, explica.
A história mais engraçada que guarda da sua experiência no Coro do Conservatório de Santarém foi quando o seu maestro Miguel Diniz conseguiu arranjar um estágio intensivo com um professor famoso e os alunos quiseram agradecer oferecendo-lhe uma batuta com a frase em latim - “ad perpetuam rei memoriam”, que significa “para perpetuar a memória do facto”. Como era surpresa, tiveram que andar a esconder o presente entre todos. Para embrulhar o presente no conservatório foi outra aventura. “Por vezes até chegávamos atrasados só para andar a esconder o presente”, conta.
O elemento mais novo do Coro Juvenil do Orfeão de Almeirim, com apenas dez anos, chama-se Inês Policarpo. Já cantou em alguns espectáculos e conta que nunca fica muito nervosa antes de subir ao palco. Inês gosta muito de música mas não pensa seguir uma carreira nessa área porque quer ser pediatra quando for crescida.

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