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A “falta de chá” do vice-presidente do Cartaxo Fernando Amorim

Edição de 11.08.2016 | O MIRANTE dos Leitores

Li o texto do Cartoon relativo à forma elegante e incisiva como a vereadora Élia Figueiredo, do Movimento Pelo Cartaxo, respondeu à provocação do vice-presidente, Fernando Amorim, que, durante uma reunião pública do executivo lhe perguntou se a intervenção que estava a fazer, criticando o presidente da câmara, era na qualidade de vereadora ou de funcionária municipal e se lhe devia chamar vereadora ou funcionária. Élia Figueiredo respondeu-lhe que bastava tratá-la por senhora. Eu aplaudo e acrescento que foi uma resposta certa a quem não se estava a portar mal, em termos pessoais e políticos. A lei permite que um funcionário municipal possa concorrer a um cargo autárquico. A vereadora foi eleita democraticamente com os votos dos munícipes do Cartaxo. Quanto está a trabalhar no seu dia-a-dia é funcionária da autarquia. Quando está a participar em reuniões do executivo municipal do Cartaxo fá-lo como vereadora eleita e representante dos munícipes por quem foi eleita. Mas isto já o senhor vereador Amorim sabe uma vez que também não pergunta ao presidente se ele está a falar nessa qualidade ou na de funcionário da instituição bancária à qual o mesmo tem vínculo. E ele próprio também não é tratado pela sua função profissional, que eu desconheço, mas como vereador ou vice-presidente ou, quando muito, por senhor. Estou certo? Espero que na próxima semana O MIRANTE possa noticiar o pedido de desculpa público que o vereador fez à senhora vereadora. Os políticos costumam dizer que na política não vale tudo mas estão sempre a esquecer-se que isso tem que ser regra para todos e não apenas para os outros.
Hugo Constantino

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