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Assembleia da República quer avaliação da qualidade do ar de Vila Franca de Xira

Assembleia da República quer avaliação da qualidade do ar de Vila Franca de Xira

Recomendação ao Governo para apurar impactos da Cimpor na saúde da população

Edição de 11.08.2016 | Sociedade

A Assembleia da República recomendou ao Governo a realização de estudos de qualidade do ar e epidemiológicos para avaliar os efeitos da poluição causada por empresas no concelho de Vila Franca de Xira. Uma das fábricas apontadas é a Cimpor, que produz cimentos e que tem sido alvo de críticas e queixas da população de Alhandra, onde está instalada.
A iniciativa, publicada no Diário da República, recomenda ao Governo “a realização de estudos epidemiológicos e ambientais para averiguar o impacto da produção da Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S. A., e de outras unidades industriais da zona de Alhandra na qualidade do ar exterior e na saúde da população residente na área geográfica circundante àquelas empresas”.
As preocupações foram manifestadas pelo vice-presidente de Vila Franca de Xira e membro da Comissão de Acompanhamento Ambiental do Centro de Produção de Alhandra da Cimpor, Fernando Ferreira (PS), durante uma audição na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação. Fernando Ferreira queixou-se do aumento, nos últimos dois anos, do nível de partículas de poeiras no ar e também de maus cheiros em Alhandra, localidade onde está instalada a fábrica.
O autarca referiu durante a audição que, no final de 2014, a Cimpor assumiu que ocorreu um incidente num dos satélites do forno e que mais tarde houve uma alteração no processo de produção, razões que justificaram um aumento da emissão de nuvens de poeira. Na sessão esteve também presente o presidente da Junta de Freguesia de Alhandra, Mário Cantiga, que referiu que desde Março deste ano existiram muitas queixas dos moradores relativamente a um cheiro a “óleos e borrachas a serem queimadas”.
Na altura, o aumento da fiscalização ao funcionamento da Cimpor foi também defendido por todas as bancadas parlamentares que integram a Comissão. No início do ano, a Cimpor assegurou que a fábrica de Alhandra está a “cumprir todos os requisitos legais” e que utiliza “as melhores tecnologias disponíveis no fabrico do cimento e no despoeiramento dos gases dos fornos”.

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