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Em Ulme há médico que não pode trabalhar por falta de administrativo

Em Ulme há médico que não pode trabalhar por falta de administrativo

População não tem acesso a consultas há mais de um mês

Edição de 11.08.2016 | Sociedade

Que as populações não tenham consulta por falta de médico já é uma situação habitual mas em Ulme os habitantes têm médico mas não podem ser consultados porque falta um administrativo. A freguesia do concelho da Chamusca está sem consultas médicas há mais de um mês porque não se consegue arranjar uma funcionária e nem a disponibilização pela câmara de uma administrativa resolve o problema, porque devido à confidencialidade clínica não pode ser qualquer pessoa a fazer o serviço.
O presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado, refere que o Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria “está muito sensível a este problema e até já indicou um administrativo do Cartaxo para fazer este serviço, mas ainda não foi possível resolver o problema”. A situação complicou-se porque a administrativa colocada em Ulme pediu transferência e foi para Almeirim. “A câmara fez a proposta de meter uma pessoa da autarquia mas não é possível porque há o problema dos dados pessoais que são confidenciais”, explica o autarca.
O MIRANTE foi falar com a população que se sente abandonada. “Já me faltaram os medicamentos. Já alguns anos que isto é assim mas desde há um mês para cá agravou-se. Quem tem transporte pode ir à Chamusca mas depois também não é atendido porque dizem que somos de Ulme”, conta David Cunha de 59 anos. O habitante diz que se deslocarem “às urgências a Santarém onde lhes dizem que deviam ter ido para o Centro de Saúde da Chamusca”.
David Cunha reflecte o sentimento da população ao dizer que “na Chamusca só somos atendidos nas Finanças. Quando começar a propaganda eleitoral eles aparecem aqui todos a prometer tudo. A população devia unir-se e protestar”.

Em Ulme há médico que não pode trabalhar por falta de administrativo

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