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Moradores queixam-se de invasão de baratas

Moradores queixam-se de invasão de baratas

Alverca, Forte da Casa e Póvoa de Santa Iria têm sido as freguesias mais afectadas pelo problema e presidente da Câmara de Vila Franca de Xira confirma já ter recebido várias queixas. Cidadãos pedem intervenções mais frequentes que aumentem higiene urbana.

Edição de 11.08.2016 | Sociedade

As três freguesias mais a sul do concelho de Vila Franca de Xira - Alverca, Forte da Casa e Póvoa de Santa Iria - têm sido fustigadas nas últimas semanas por uma praga de baratas que está a deixar alguns moradores descontentes pois não conseguem erradicar o problema.
Os bichos, normalmente associados a zonas com pouca limpeza e higiene urbana, têm invadido não só zonas públicas como passeios e jardins mas também várias habitações, sobretudo as de rés-do-chão. Há relatos de comunidades de baratas a invadir garagens, adegas e até casas de banho, subindo pelos ralos dos canos.
Para chamar a atenção para o problema, Maria Fernanda, moradora no Morgado da Póvoa, foi à última reunião pública de câmara em Vila Franca de Xira pedir ao presidente do município que actue de imediato. “O ano passado, depois de várias queixas, fizeram uma desbaratização que resolveu o problema. Mas agora está outra vez tudo na mesma. É um problema muito desagradável e urgente de resolver, peço-vos”, disse a residente na Rua do Amor.
Fernando Paulo Ferreira, vereador com o pelouro do ambiente, respondeu lembrando que todos os anos é feita uma desbaratização completa por todo o concelho, com particular enfoque nas zonas mais urbanas, mas que no Verão o problema das baratas “agrava-se”. A câmara garante que vai reforçar a limpeza e desbaratização nas zonas consideradas mais críticas.
O presidente, Alberto Mesquita, admitiu que o problema é “sério”, prejudicial para a qualidade de vida dos moradores e lamenta que todos os Verões se repita. “Temos realmente muitos problemas com baratas no Verão, tenho recebido queixas de vários pontos do concelho. Muitas vezes o que acontece é que fazemos a desbaratização mas não conseguimos destruir por completo os ovos que ficam no interior profundo dos canos e que dão origem a novas colónias”, explica.
Paulino Sousa vive no Forte da Casa mas trabalhou em tempos numa empresa que se dedicava à extinção de pragas. Hoje está reformado e combate as baratas que lhe passeiam à porta. “Quando a desinfestação é feita nos esgotos domésticos as baratas fogem para os colectores de pluviais (águas das chuvas), que ainda não foram desinfestados. Para andarem tantas cá fora, à vista, é porque devem haver milhares no interior dos canos. É preciso e urgente um trabalho rápido de fundo porque isto está mesmo uma porcaria”, confessa a O MIRANTE.

Moradores queixam-se de invasão de baratas

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