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Vandalismo põe polidesportivos de Alverca fora de jogo

Vandalismo põe polidesportivos de Alverca fora de jogo

Alguns recintos não têm condições e outros tiveram de ser reparados

Edição de 11.08.2016 | Sociedade

Os ringues polidesportivos de Alverca, onde muitos jovens praticam futebol nestas férias de Verão e não só, encontram-se em condições deploráveis. No campo 25 de Abril (campo da filarmónica) as balizas foram retiradas e as grades estavam de tal forma amolgadas e soltas que podiam cair sobre as crianças que ali jogam, tendo sido retiradas. Entretanto o espaço está a ser arranjado.
Tiago Carvalho, de 13 anos, joga naquele recinto todos os dias agora que está de férias da escola. O próprio usou tintas para desenhar balizas quando estas foram retiradas e refere que poucos campos dão condições para se jogar. “Tivemos duas semanas sem balizas. Agora já estão a colocar novas grades, pois as outras estavam descaídas. Temos este campo e o do Sobralinho para jogar. O do Brejo está fechado e o da CHASA está destruído” disse.
João Pinto também ali joga futebol. O jovem de 21 anos refere que por vezes recebem queixas de alguns moradores devido ao barulho. “Isto tem uma rede para além das grades, alguns queixam-se que podemos partir vidros, mas nunca nenhuma bola passou para lá do recinto”, indica.
O presidente da Junta de Alverca, instado a comentar a situação, apontou que os campos têm sido alvos de sucessivos actos de vandalismo. “O Parque 25 de Abril foi alvo de vários actos de vandalismo no início do ano que degradaram o espaço. Em Julho substituímos as balizas e reparámos a vedação. A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai proceder à regularização da rede de cobertura. A gestão do polidesportivo do Brejo foi entregue ao Vólei Club de Alverca que o abandonou em 2015 depois de vários actos de vandalismo. Prevemos que até ao final do ano o mesmo esteja ao serviço da população”, disse Afonso Costa.
No campo do bairro da CHASA (Cooperativa de Habitação Económica de Alverca) não se encontram balizas. As janelas e portas dos balneários do polidesportivo estão emparedadas. Ainda assim vários miúdos continuam a jogar ali à bola, mostrando que são mestres na arte do desenrascanço. “Desde que aqui estou não me lembro de ver balizas. Fomos buscar uns postes ao mato e desenhámos a área com tinta. Quando não jogamos aqui temos um jardim de relva onde costumamos dar uns toques”, diz Rodrigo de 10 anos.
Este espaço é da responsabilidade do Núcleo Cultural Recreativo e Desportivo da CHASA, que indica que como não têm rendimentos suficientes, a renovação do espaço não é prioritária.

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