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Horseball de Azambuja volta à competição

Horseball de Azambuja volta à competição

Depois de sete anos de interregno, a equipa de horseball de Azambuja volta ao campo. Com novos cavalos e novo treinador, alguns ex-jogadores e com motivação redobrada. “Estamos prontos para competir”, avisam.

Edição de 16.02.2017 | Sociedade

A equipa de horseball de Azambuja nasceu por iniciativa do filho de Isabel Nelasco, vice-presidente do Centro Hípico-Lebreiro de Azambuja - a equipa é uma secção do Centro. “Ele jogava num clube de Cascais e eu achei que seria uma boa ideia termos essa modalidade”, conta a responsável a O MIRANTE. Estávamos em 2005 e até 2009 a equipa da terra disputou o campeonato nacional sempre com bons resultados. Mas a crise financeira acabaria por ditar uma longa paragem de sete anos.
“A equitação é um desporto de elite e este desporto requer muito investimento”, explica Isabel Nelasco. Um jogador de horseball tem de ter o seu próprio cavalo. Os da Azambuja Horseball Team estão alojados no Centro, que cobra 200 euros mensais a cada jogador. A este valor, junta-se ainda o custo dos equipamentos - de desgaste rápido - e que rondam as dezenas de euros. O ano de 2017 marca o regresso da equipa e o primeiro jogo é disputado já este fim-de-semana, dia 18 de Fevereiro. A equipa defronta o Horseball Clube Quinta da Figueira, no campo da Beloura, naquela que será a primeira jornada do campeonato nacional da modalidade.

Equipa formada por engenheiros e empresários
“Estamos já em competição”, avisa o capitão Pedro Campião, embora o treinador, Américo Costa, que alinhou na primeira equipa, em 2005, seja mais prudente: “Acho que este ano é para nos prepararmos”. É a sua primeira experiência como treinador - jogou horseball durante onze anos e participou em Campeonatos do Mundo - e confessou que estar do outro lado é acima de tudo “um grande desafio”.
Em campo, no próximo dia 18, estarão quatro jogadores (a equipa tem neste momento um suplente). São eles, além do capitão António Oliveira, Francisco Rua, João Belfo e Ricardo Pereira. À excepção deste último, que é equitador, todos os outros jogadores têm actividades profissionais afastadas do mundo da equitação. São engenheiros informáticos, gestores de vendas e empresários. O que os une é a paixão pelo horseball. “Somos sobretudo uma família. Telefonamos uns aos outros todos os dias”, revela Pedro Campião, que esteve ao comando do churrasco para angariação de fundos organizado pela equipa no último fim-de-semana, no restaurante Picadeiro (que pertence ao Centro Hípico).
Convidaram amigos e sócios, além do presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Luís de Sousa, um dos fãs do clube, que recebe o apoio do município e da junta de freguesia. As verbas angariadas servirão, por exemplo, para investir em novas camisolas, já com os números correctos - as que usaram nesta reportagem pertenciam à equipa de 2009. Todos os valores angariados nesta e nas próximas recolhas de fundos são fundamentais, até porque cada um dos jogadores investiu cerca de 5000 euros para trazer de volta o Azambuja Horseball Team; a grande tranche foi aplicada na compra dos cavalos: cada um custou, em média, 3000 euros.

Um desporto rápido e “cativante”

O horseball joga-se com quatro jogadores de cada equipa em campo. Cada partida tem a duração de vinte minutos (dez minutos cada parte), com um intervalo de cinco minutos. “É um desporto muito rápido e que por isso cativa o público”, explica o capitão da equipa de Azambuja, Pedro Campião. O segredo do sucesso está… no cavalo. “Quanto melhor conhecermos o nosso cavalo, melhor seremos em campo”, garante o jogador.

Tita, a égua do presidente

Luís de Sousa, o presidente da Câmara de Azambuja, é um apaixonado por cavalos. Uma queda na juventude afastou-o dos equídeos, mas sempre desejou passar essa paixão para os netos. Tem seis, mas apenas dois - os irmãos que vivem no Ribatejo - fizeram a vontade ao avô. “Comprei a Tita [uma égua branca] para os meus netos. Acabei por a oferecer ao picadeiro [do Centro Hípico-Lebreiro de Azambuja], mas os meus netos vêm sempre aqui montá-la”, contou a O MIRANTE.
Quanto aos restantes quatro netos, o edil também resolveu o problema: “Gostam muito de motas, por isso ofereci-lhes uma acelera”, revelou, enquanto afagava a crina de Tita.

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