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Aterro sanitário de Mato da Cruz de portas abertas por mais três anos
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Aterro sanitário de Mato da Cruz de portas abertas por mais três anos

Câmara de Vila Franca de Xira não quer mais aterros no seu território. Os eleitos municipais de Vila Franca de Xira reuniram-se em assembleia municipal em Arcena mas não disseram uma palavra sobre o encerramento do aterro sanitário da localidade, que chegou a especular-se poder acontecer em 2016. Acabou por ser uma cidadã a abordar o assunto.

Edição de 08.03.2017 | Sociedade

Apesar de várias promessas de encerramento antecipado, primeiro em 2005 e depois em 2016, a verdade é que só em Dezembro de 2020 o aterro sanitário de Mato da Cruz, em Arcena, Alverca, deverá ser encerrado. Essa é a informação que consta no contrato de concessão assinado entre o Governo e a empresa que trata e valoriza os resíduos da área urbana de Lisboa, a Valorsul, aquando do arranque do aterro, que funciona desde 1996 e substituiu a lixeira que ali existia.
O período de vida da infraestrutura ainda não terminou nem o espaço está esgotado. O assunto foi levantado durante a última sessão da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira que se realizou em Arcena. Nenhum eleito municipal tocou no assunto mas Glória Cordeiro, do movimento cívico local, não deixou passar a oportunidade de alertar os políticos para os transtornos que aquele aterro continua a causar em quem vive perto. Além dos cheiros, Glória lamentou também as alterações na paisagem. “Só gostava que fossem lá perto ver o que aconteceu. O vale desapareceu e deu lugar a uma montanha que parece uma superfície lunar. A reflorestação e a requalificação de que falavam nunca aconteceu. Diziam que o aterro iria fechar em 2016 mas a verdade é que continua a laborar”, criticou.
O presidente do município, Alberto Mesquita (PS), admite que o aterro está com a sua capacidade “no limite” mas não arrisca uma data para o seu encerramento. “O aterro vai fechar, isso lhe garanto, não sei é quando. Há o compromisso antigo de que, à medida que as células fossem sendo encerradas iriam sendo requalificadas, o que não tem acontecido. Numa reunião recente com a Valorsul exigi que isso fosse feito e garantiram-me que assim seria. Estamos agora a aguardar para ver o que vai acontecer”, explicou o autarca.
Alberto Mesquita afiança a O MIRANTE que o concelho não está disponível para receber mais nenhum aterro no seu território. “Já fomos solidários o suficiente e já demos o nosso contributo, agora é hora de outros municípios fazerem o mesmo”, assegura.
Com o aterro a aproximar-se do seu limite está em curso a procura de novos locais para instalar o sucessor e duas zonas foram tidas como potenciais para instalação do novo aterro, no caso, duas pedreiras desactivadas no concelho, uma em Trancoso e outra em Vialonga. Mas Alberto Mesquita garante que esse processo é “inegociável” e que a decisão de não autorizar mais aterros sanitários no concelho é “irrevogável”.
O aterro de Mato da Cruz, recorde-se, nasceu num local onde já existia uma lixeira onde eram depositados os resíduos provenientes do concelho. Em Julho de 2015 a câmara aprovou uma moção por unanimidade mostrando-se “totalmente indisponível” para receber novos aterros sanitários no seu território.

Aterro sanitário de Mato da Cruz de portas abertas por mais três anos

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