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Manifestantes pedem mão firme para quem polui o Tejo

Manifestantes pedem mão firme para quem polui o Tejo

Manifestação marcada pelo movimento proTEJO em Vila Velha de Ródão superou as expectativas. Presentes estiveram muitos ribatejanos de concelhos ribeirinhos, entre autarcas, ambientalistas e populares.

Edição de 08.03.2017 | Sociedade

Cerca de 500 pessoas manifestaram-se, no dia 4 de Março, no cais fluvial de Vila Velha de Ródão, contra a poluição do rio Tejo e seus afluentes, numa acção de protesto organizada pelo movimento proTEJO. “É necessário que o Ministério do Ambiente e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tenham mão firme porque o diagnóstico está feito, estão identificadas as fontes poluidoras”, afirmou Samuel Infante, da Quercus, associação ambientalista que integra o proTEJO.
O ambientalista lembrou, no entanto, que o Tejo “traz problemas graves” de Espanha referindo-se a Almaraz, à poluição de Madrid e a resíduos da agricultura dos 800 quilómetros que o Tejo atravessa no país vizinho. Em Vila Velha de Ródão, Samuel Infante voltou a apontar o dedo às empresas “Celtejo e Centroliva” como principais poluidores.
Entre os manifestantes estiveram delegações de Vila Nova da Barquinha, Mação, Entroncamento, Abrantes, Alpiarça, Azambuja, Cartaxo, Constância, Praia do Ribatejo e Tancos, bem como várias organizações ambientalistas, como o movimento cívico Ar Puro, a EcoCartaxo, o GEOTA, o Movimento Ecologista do Vale de Santarém, a Quercus e a Zero. Também marcou presença a espanhola Plataforma de Toledo em Defesa do Tejo e ainda representantes de partidos políticos.
Os ambientalistas exigem que o Governo tome medidas imediatas em relação às licenças de emissões poluentes das fábricas. Requerem ao ministro do Ambiente uma fiscalização contínua e eficaz dos potenciais focos de poluição e dos alvos com risco de poluição localizados na zona de Vila Velha de Ródão; a revisão da licença de descarga de efluentes da Celtejo no Tejo para valores que garantam o objectivo de alcançar o bom estado ecológico do rio ao longo de todo o seu curso em território português.
António Louro, vice-presidente da Câmara de Mação, foi um dos autarcas presentes no protesto em representação do município. “Temos tentado ser solidários com todos os movimentos que procuram chamar a atenção para este problema e a nossa presença aqui serve como um acréscimo de pressão que sentimos ser necessário”, disse, considerando “importante que todos aqueles que ainda são um problema para o Tejo invertam o seu caminho”.
Também o vereador Manuel Valamatos esteve em representação do município de Abrantes na acção de protesto. “ Há muito tempo que sinalizámos esta situação quer da qualidade da água quer da quantidade. E reivindicamos a necessidade urgente de voltarmos a ter o rio como sempre o conhecemos, determinante na nossa identidade”, disse, lembrando o “investimento de milhões de euros não só em Abrantes mas em todos os concelhos ribeirinhos no sentido de devolver o rio às comunidades”.
Os manifestantes desfilaram desde o cais de Vila Velha de Ródão até ao acesso da entrada da fábrica de pasta de papel Celtejo, não avançando até aos portões por impedimento das forças de segurança. A marcha culminou com a leitura de um manifesto da proTEJO pela voz de Paulo Constantino que será entregue ao Governo.

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