
Plataforma logística da Castanheira será “pilar de desenvolvimento” do concelho
Autarca de Vila Franca de Xira ainda acredita que a estrutura vai ter êxito e captar negócios. Contrato com retalhista Jerónimo Martins será assinado “a breve trecho” e uma outra empresa está também interessada em mudar-se para o local.
A Plataforma Logística da Castanheira do Ribatejo, no concelho de Vila Franca de Xira, vai ser o “pilar do desenvolvimento futuro” do concelho, considerou na última semana o presidente do município, Alberto Mesquita (PS).
Apesar da aparente falta de vitalidade económica daquela estrutura há quase uma década, o autarca continua a mostrar-se “optimista” quanto ao futuro da plataforma que, insiste, nasceu no ano e na altura errada mas que ainda tem tudo para vir a dar certo.
“Sou um optimista consciente. A plataforma demorou seis anos a ser aprovada e quando isso finalmente aconteceu arrancou em 2008, no auge da crise económica e as coisas desmoronaram-se. A plataforma estagnou mas o investimento não se vai perder. Ela é, e continuará a ser, a expectativa grande do desenvolvimento do nosso concelho”, frisou o autarca na última reunião pública de câmara, realizada precisamente na Castanheira do Ribatejo.
O autarca voltou a enfrentar as críticas da oposição CDU que sempre condenou a falta de uma visão estratégica para o local. Rui Pereira disse mesmo “ser uma pena” ver a plataforma “no estado em que se encontra”.
A primeira empresa a instalar-se na plataforma logística, já se sabe, será do grupo Jerónimo Martins, dono da cadeia de supermercados Pingo Doce, que pretende instalar no local uma unidade de processamento de carne e distribuição. “O contrato com a Jerónimo Martins, do que sabemos, está para ser firmado a breve trecho e também já existe uma segunda empresa interessada em instalar-se na plataforma. ”, revelou o autarca.
Para que a Jerónimo Martins se instalasse no local a câmara teve de alterar o loteamento da plataforma logística, estando em causa a redução de uma área de 10 para quatro lotes, remoção da portaria que estava prevista para o local e a eliminação de 150 lugares públicos de estacionamento numa bolsa que tinha 600 lugares.
Alberto Mesquita aproveitou para lamentar a escolha do Governo em instalar o aeroporto complementar à Portela no Montijo ao invés da Ota (Alenquer). “O novo aeroporto nunca deveria ter saído da Ota, essa era a opção certa para todos”, defendeu.

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